Trânsito: fluidez ou vagas de estacionamento?

É imperativo. Precisamos decidir. O que queremos? Um trânsito com fluidez ou manutenção das vagas de estacionamento?

Não dá para ter as duas coisas.

Em Maringá – e em muitas outras cidades do país -, o trânsito está caótico. Simplesmente, travado. O motorista não consegue trafegar com tranquilidade. E quando precisa estacionar, é um “deus nos acuda”.

Parte da lentidão deve-se a procura por vagas. Na busca por um lugar para estacionar, o condutor mantém o veículo em velocidade baixa, prejudicando quem vem atrás. Sem contar a troca constante de faixas de rolamento, os estacionamentos em fila dupla etc.

Através da Secretaria de Transportes, o município tenta garantir o mínimo de fluidez. No final de 2009, vieram os binários – as avenidas em sentido único. Ao longo do ano passado e também deste, algumas vias foram remodeladas. Os canteiros foram reduzidos, abertas novas faixas de rolamento… e estacionamentos, eliminados.

Um novo “pacote” de mudanças vem aí. A prefeitura anuncia que, em horário de pico, será proibido estacionar na avenida Morangueira. E não vai parar por aí. O mesmo ocorrerá na Tuiuti, Guaiapó e Cerro Azul.

O objetivo é não travar o trânsito. Este é o foco das ações. Por conta disso, estacionar ficará cada vez mais difícil.

Embora ainda não trate disso, num futuro próximo, será preciso eliminar os estacionamentos de vias como as ruas Santos Dumont, Néo Alves Martins, Joubert de Carvalho etc.

Se a cidade quiser manter as vagas, o trânsito vai parar. Se optar por assegurar a fluidez, faltará estacionamento.

Não importa qual a escolha, muita gente ficará insatisfeita.

A lógica sugere que a opção será por fazer o trânsito funcionar. Afinal, é preciso garantir a mobilidade. O trabalhador, empresário, consumidor… quem precisa vir para o centro será “incentivado” a usar o transporte coletivo. Ou terá de deixar o veículo em estacionamentos privados, onde as tarifas serão cada vez mais altas, já que a cidade não se preparou para essa nova realidade e são poucas as empresas que operam esse serviço.

O cenário não é animador. Entretanto, nós criamos o caos. Somos responsáveis. Nossa paixão por carros tornou o trânsito insuportável. Teremos que deixá-los em casa. No dia a dia, ocuparão as garagens de nossas casas, vão acumular poeira… Serão artigo de luxo – acessíveis ao bolso; mas para contemplação, não para uso.

3 comentários em “Trânsito: fluidez ou vagas de estacionamento?

  1. “Ou terá de deixar o veículo em estacionamentos privados, onde as tarifas serão cada vez mais altas, já que a cidade não se preparou para essa nova realidade e são poucas as empresas que operam esse serviço.”

    Se o estado não atrapalhar o setor e deixar a iniciativa privada agir, em breve teremos estacionamentos privados com qualidade, seguros e a preços baixos.

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