“Antes pegador que veado”

Caio Castro
A frase é do sujeitinho aí do lado. O global está na novela Fina Estampa. Faz parte da lista dos novos famosos.

Sinceramente, não tenho o hábito de trazer “celebridades” aqui pro blog. Nem falar da vida delas. Entretanto, fiquei impressionado com a fala desse ator.

O cara consegue numa só frase revelar machismo e preconceito. Impressionante!

Pior é que são essas cabecinhas que andam inspirando muito gente. E fazendo as meninas suspirarem.

O sujeito tem que pensar muito pequeno para fazer tal comparação. Primeiro, porque não há mérito em ser “pegador”. E, segundo, porque ser homossexual não torna ninguém digno de pena nem faz a pessoa ser pior ou melhor que outra.

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Vereadores: teremos “fôlego” para ficar no “pé” deles?

Entidades de Maringá querem a revogação do aumento dos subsídios dos vereadores. Ninguém concorda com os mais de R$ 12 mil de salário. É mesmo um absurdo. Como também é exagerado o salário do próximo prefeito – acima de R$ 25 mil.

Mais que discutir os valores, tenho questionado o ato dos vereadores. Eles traíram os eleitores. Votaram às escondidas. O povo foi pego de surpresa. Mesmo a oposição só soube minutos antes da sessão de quinta-feira. Gente como o vereador Flávio Vicente, da Comissão de Orçamento da Câmara, não deixou que o assunto vazasse. A imprensa nada soube. Com isso, e mais uma sessão extraordinária realizada minutos depois da ordinária, o tema já estava encerrado na noite daquele mesmo dia.

Por isso, desde sexta-feira passada a sociedade maringaense discute formas de reverter a lei – por sinal, já sancionada pelo prefeito Silvio Barros e divulgada ontem no Diário Oficial.

Felizmente, ainda é possível evitar que nosso dinheiro vá para o ralo. A lei pode ser revogada. Outra pode ser votada – até 30 dias antes da eleição do próximo ano.

A pergunta é: os vereadores terão disposição para fazer isso?

No que depender da maioria, certamente não.

No entanto, noutros casos a pressão popular surtiu efeito. Os vereadores precisam da sociedade. Além de buscarem votos, carecem de dinheiro para a campanha eleitoral. Isto significa que a cidade tem chance de reverter o quadro. Entretanto, deve ter “fôlego” pra isso. Não pode ser uma campanha de momento.

Não pode haver descanso. A pressão tem que ser feita até o último momento. A cada nova sessão do Legislativo um grupo precisa estar lá, protestando. Em cada reunião de bairro, alguém deve cobrar a redução dos salários. Em cada entrevista na imprensa, lembrar a trairagem dos parlamentares e questionar quando votarão uma nova lei para evitar essa festa com o dinheiro público.

Os parlamentares votaram o aumento dos salários – e da verba de gabinete – por contarem com a memória curta dos eleitores. Sabiam que a medida era impopular e sofreriam críticas na imprensa e pressão da sociedade. Contudo, eles esperam que o assunto caia no esquecimento tão logo encerre o ano legislativo. É isso que devemos evitar. Temos que mostrar que continuaremos atentos. A cobrança, constante. E o último ato, nas eleições de 2012.