A morte de Daniel Piza

Não gosto de falar de morte. Nem pretendia fazer o meu primeiro post deste ano falando sobre alguém que deixou a vida. Entretanto, a primeira coisa que li quando cheguei em casa há pouco foi sobre a morte do jornalista Daniel Piza.

Muita gente que frequenta este espaço nunca deve ter ouvido falar dele. Pelo menos, não por aqui.

Minha admiração pelo jornalista e escritor era silenciosa. Eu o acompanha a distância. Vez ou outra, passava por seu blog.

Conheci Daniel Piza quando esteve em Maringá anos atrás numa Semana de Comunicação organizada pela Faculdade Maringá. Ele era “o cara” do jornalismo cultural. Ao ouvir sua palestra fiquei boquiaberto. Pensava: como alguém pode saber tanto de literatura e ter lido tantos livros?

O jornalista era jovem. Morreu aos 41 anos, vítima de um AVC. Foi na sexta-feira.

Ler sobre o fato me deixou tonto. Passou um filme da minha vida. Afinal, nossa diferença de idade é de apenas cinco anos. E é assustador saber que alguém que você admira morreu tão cedo, deixando filhos ainda pequenos. Surpreende e dá medo.

O que conforta, no caso de Daniel Piza, é saber que, embora tenha tido a vida interrompida com apenas 41 anos, o jornalista e escritor deixou uma vasta produção. Ou seja, ele fez a vida tornar-se significativa. E se nossos dias são importantes pelo que fazemos deles, Piza soube tornar o tempo que passou por aqui bastante relevante.