Ninguém apaga o passado, mas pode escrever o futuro

Somos o que experimentamos e vivemos. Os acontecimentos cotidianos produzem conhecimento e marcos que iremos carregar por toda vida. Nosso passado é refletido em nosso presente; o presente estará vivo em nosso futuro.

Certa vez ouvi um terapeuta dizer:
– É preciso admitir que nunca nos livraremos de certas lembranças.

Ele sustentava essa tese como forma de aliviar as tensões do passado e, principalmente, a culpa. Afinal, o passado faz parte de nossa história. Nunca vamos nos livrar daquilo que vivemos. Nossos acertos e erros estarão sempre conosco. Claro, os acertos nos enchem de orgulho; porém, os erros não podem nos consumir.

Deveríamos retornar às lembranças do passado apenas para reviver coisas boas e aprender com os erros.

Teremos conosco as feridas? Sim. Mas, como disse, devem permanecer apenas como lições para sabermos como evitar novas quedas. Nunca como uma força que suga nossa disposição de continuar vivendo.

É justamente por isso o conselho do terapeuta. Temos que admitir que o que já foi está acabado; erramos, mas acabou. Não dá para ficar remoendo, ruminando o passado.

A Psicologia revela que nossos dramas atuais – medos, insegurança, ansiedade etc – nasceram no passado, em coisas que vivemos ou deixamos de viver. E essa ciência não tem nenhum segredo quando aplicado no tratamento do sofrimento. A “receita” é sempre muito simples: identificar o que gera a dor e trabalhar que o paciente possa sublimar tal fato.

Sabe, no nosso dia a dia é isso que devemos fazer. Somos o que somos. Ninguém apaga seu passado, mas ainda pode escrever o futuro. Ele está em branco. E só depende de nós.

Qual é nossa escolha? Deixar o passado nos consumir? Ou retomar o controle de nossa vida sabendo que o destino somos nós que construímos?

Orgulho de pai

Sexta-feira compartilhei minha emoção de ser surpreendido por um singelo texto de minha filha. Hoje sinto necessidade de dizer que, além do sentimento único pela iniciativa da minha garotinha, fiquei honrado com a expressão de carinho de muitos amigos e leitores.

Quem acompanha meu blog, sabe que lido com bastante discrição de assuntos pessoais e familiares. Por isso, foi agradável receber tantos comentários aqui e nas redes sociais. A sensação é boa demais e só posso dizer “obrigado”.

Nossos filhos são motivo de orgulho. E, quando eles recebem elogios, é impossível não ficar “cheio de si”. A admiração que as pessoas têm por eles acaba nos atingindo. Talvez mais a nós que a eles.

Minha garotinha, por exemplo, ficou feliz com tudo que disseram dela. Entretanto, tenho certeza que a felicidade dela não foi maior que a minha. É coisa de pai. Só quem tem filhos sabe do que estou falando.

Na segunda, uma música

Dia desses comemorei o fato de completar 100 posts deste espaço. O “Na segunda, uma música” já trouxe vários artistas. Alguns, mais de uma vez. Porém, nunca compartilhei nada de Maria Bethânia. E olha que fiz vários ensaios. Mas sempre alguma outra canção roubava minha atenção. Hoje, não deu para fugir. Afinal, Bethânia é uma das mais completas intérpretes brasileiras. É verdade que muitas de suas canções – das mais conhecidas e cantadas – são de outros artistas. Ainda assim, a baiana sempre consegue dar um toque diferente para essas músicas. Sua bela voz parece garantir uma emoção nova.

Para esta segunda, optei por compartilhar uma canção bem simples, mas de letra simplesmente maravilhosa. Estou falando de “Gostoso demais”, composição de Dominguinhos e Nando Cordel. Foi gravada em 1986. Está no disco “Dezembros”, de Maria Bethânia.

Vamos ouvir?