Política, a arte da conveniência; também para Beto Richa

A política é a arte do impossível. Inimigos se unem pelo poder. Gente aparentemente honesta abraça quem tem ficha suja para garantir a vitória ou a tal da governabilidade.

Isso não é novidade. Podemos não concordar. Mas é assim que funciona.

Nada é definitivo na política.

É verdade que há casos de inimigos históricos. Políticos que se construíram justamente pela rivalidade. No eterno embate, fizeram-se importantes e conquistaram fama e poder.

Em Londrina, por exemplo, tínhamos a impressão que seria esta a trajetória de Antonio Belinati e Luiz Carlos Hauly. O ex-prefeito e o atual secretário de Fazenda do Paraná são inimigos políticos.

Hauly, que já disputou quatro vezes a prefeitura daquele município, enfrentou Belinati duas vezes no segundo turno. E o confronto sempre foi duro. Os casos de corrupção dos governos de Belinati foram argumentos recorrentes de Hauly para enfrentá-lo nas disputas eleitorais. Nunca surtiu efeito. Mas restou a impressão de que não seria conveniente convidar Belinati e Hauly para o mesmo jantar.

Neste ano, porém, o secretário de Fazenda poderá ter de engolir as críticas, silenciá-las. E o motivo é simples: o governador Beto Richa quer uma aliança e, se possível, candidatura única de seus aliados. Acontece que, mais uma vez, destacam-se na disputa os grupos de Belinati e Hauly. E ambos são base do governo de Beto.

É verdade que o velho Belinati provavelmente ficará fora da disputa. Seus problemas com a Justiça podem deixá-lo fora do pleito. Ele, porém, deverá ser representado pelo sobrinho, o vereador Marcelo Belinati (PP).

Beto Richa é simpático a uma aliança entre tucanos e progressistas. É conveniente uma aliança na disputa pela prefeitura. A vitória seria quase certa e a Prefeitura de Londrina estaria sob o comando de um aliado. E estes não chegariam divididos no pleito de 2014. Claro, o governador pensa em si mesmo. Já está de olho na reeleição. Quer todo mundo unido para garantir amplo apoio na corrida estadual.

O caso, como disse, é um exemplo claro de que, na política, vale tudo. Não importa a história. Vale a manutenção do poder. E nenhum de nossos representantes foge desta lógica. Nem Beto, nem Alckmin, nem Lula, nem Dilma.

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2 comentários em “Política, a arte da conveniência; também para Beto Richa

  1. É Ronaldo já dizia Aristóteles, o homem é um animal político e social.( o todo precede a parte) Um modo de entender isso.
    No âmbito do governo é necessário isso, alianças, o inimigo de ontem passa ser seu aliado hoje.
    Mais, um motivo de, em eleições não preocuparmos com ataques de um candidato ao outro. Pois dizem coisas terríveis e depois é suficiente honesto para fazer parte de seu governo.
    O que me intriga é a ganancia dos homens pelo poder…

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