E daí que o Brasil é o terceiro país com mais usuários no Google+?

Tudo bem… O Google+ já tem cerca de 90 milhões de usuários no mundo. Os brasileiros representam 5,43% desse total. Mas, sinceramente, diga-me: o que isso significa? Para mim, nada. Tenho perfil lá, mas raramente uso. Vez ou outra recebo uma sugestão de leitura, um comentário.. Nada além disso.

A rede ainda não encantou. E nem parece capaz de reagir. O Facebook não para de crescer. A rede do Mark Zuckerberg muda, altera, provoca, irrita… mas está todo mundo lá. Interagindo.

Já a rede do Google é uma pasmaceira geral. Tenho dezenas de amigos lá, conhecidos e “seguidores”. Entretanto, quase ninguém usa.

Rede social tem uma lógica própria. Uma coisa quase de química entre a rede e os usuários. Além disso, procuramos estar onde os outros estão. Ninguém escolhe ou participa de rede se não está em rede. Tem que ter gente, conversa, buxixo, fofoca, amizade, azaração… Também informação, notícias.

Não me parece que o Google terá fôlego para garantir isso a sua rede social.

Unanimidade perigosa na Câmara de Maringá

O termo usado para definir a posição dos vereadores é bastante sugestivo. Unânimes. Vereadores unânimes. É fato que são unânimes quando o assunto é baixar o salário de R$ 12 mil, aprovado para a próxima legislatura. Entretanto, essa “unanimidade” é enganosa. Nunca uma “unanimidade” pôde ser tão perigosa.

É preciso dizer que a revisão dos subsídios só vai acontecer por causa da pressão popular. Com algumas exceções, a maioria dos parlamentares, que agora defende a redução, recuou por causa da reação da comunidade – principalmente nas redes sociais (com eco na imprensa local).

O que aconteceu na reunião dessa quinta-feira e os bastidores do Legislativo trazem algumas impressões. Há um grupo disposto a resolver a questão. Quer responder a sociedade e definir os novos subsídios. Outros estão sendo levados pela “onda”. Sentem o impacto das críticas, mas não estão empenhados em derrubar os salários. Ainda assim, no discurso, mostram-se unânimes.

Acredito que os subsídios serão revistos. Reduzidos. Mas o acordo não será tão simples.

Há feridas não fechadas. Vereadores que querem dar show. E ainda quem está pouco interessado no assunto.

É difícil prever, por exemplo, como irão reagir Wellington Andrade e John Alves Correa. Ambos nem participaram da reunião de ontem.

Ninguém aposta no que Wellington poderá fazer. Já o ex-presidente tem agido de forma irônica. E John é completamente imprevisível. Nunca é possível saber que “armas” pode utilizar.

Paulo Soni está machucado. Ofendido. Sente que foi o único responsabilizado pela ausência de uma reação imediata da Câmara quando o subsídio de R$ 12 mil foi aprovado. Ele participava da Comissão de Finanças e Orçamento, que poderia ter apresentado um projeto de revisão dos salários. Foi parar na capa dos jornais. Foi acuado pela imprensa. Flávio Vicente teria colaborado para isso, quando disse que assinaria o projeto de revisão e só faltava Soni fazer isso. Por isso, quer manter os atuais R$ 6,7 mil. E não perdoa Vicente.

Manoel Sobrinho, que parece ter parado no tempo, nos anos áureos da revolução cubana, também sustenta os R$ 6,7 mil.

Convenhamos, soa quase como demagogia fixar o subsídio dos vereadores no patamar atual.

Mas o salário dos vereadores não é o único problema. Tem ainda o do prefeito, do vice e dos secretários. E só a chamada oposição quer mexer nos subsídios do Executivo. Os valores poderão ser reduzidos? É provável que sim. Mas apenas por uma questão simbólica, para dar uma espécie de resposta à sociedade.

São situações como essas que colocam em xeque a revisão dos subsídios. A Comissão de Finanças e Orçamento promete apresentar um novo projeto. Fará isso após a reunião com representantes de entidades de classe. No entanto, quem garante que esse encontro será produtivo?

Ainda assim, uma proposta deverá voltar a ser apreciada no plenário. Provavelmente já no próximo mês. Resta esperar pelo bom senso. Inclusive da sociedade. E dos movimentos populares.

A crítica aos vereadores quase sempre se justifica. Em especial, pela pouca produtividade da Câmara. Isso, porém, não é argumento para deixar de reconhecer que cabe sim um reajuste nos subsídios. O que precisamos é que isso seja feito sobre bases (indicadores econômicos) razoáveis. O passo seguinte é nosso: eleger gente mais qualificada para nos representar.