Luan Santana, decadente?

Lauro Jardim, colunista respeitado da Veja, revela que o cantor está em baixa.

Fato ou não, quero refletir sobre o assunto. Não pelo Luan Santana, necessariamente. Mas pela efemeridade do sucesso.

Usamos o adjetivo “artista” para falar de cantores como Luan, Michel Teló, Gustavo Lima etc etc. Entretanto, se é arte o que eles fazem, por que perdem o brilho em tão pouco tempo?

No mundo contemporâneo, poucos são os que conseguem consolidar uma carreira. Tudo é coisa de momento.

Hoje, o momento é do Teló e seu “Ai se eu te pego” (ou já tem outro no topo das paradas?). Ontem, foi o Luan Santana. Amanhã… quem será?

Os artistas de hoje escrevem seu nome na história por momentos de sucesso. E não por uma carreira.

Isso tem muito a ver com o comportamento da sociedade, que reclama por novidade, e da própria produção artística, que é vazia.

Na música, por exemplo, acordes fáceis, refrões repetitivos, frases de simples memorização… são parte da estratégia. E a música “gruda” na cabeça das pessoas. Até quem não gosta, sem querer, começa a cantarolar.

Acontece que coisas fáceis perdem a graça rapidamente. Enjoam.

E junto com as músicas, enjoamos dos artistas que as interpretam.

Poucos são capazes de se renovar e manter-se em evidência. Até porque a indústria cultural é um verdadeiro balcão de negócios. E, se o público quer novidade, não se furta em apresentá-las. Por isso, tantas carinhas e vozes novas todos os dias no rádio e na televisão.

É ruim isso? Depende do ponto de vista.

No que diz respeito a mim, não sou afetado por essa urgência de uma música nova, de artistas que vão e vem. Tenho impressão que eles (os artistas) acabam reféns dessa lógica e, por isso, sofrem mais que o público.

Sobre o público, o problema é outro…

Parece-me que o gosto musical apenas reflete a pobreza estética de uma cultura formada sem bases muito sólidas. A efemeridade do sucesso artístico apenas reproduz os demais valores (ou da falta deles) de nossa sociedade. A questão, portanto, vai além do simples gosto. Tem a ver com o tipo de formação que temos.

Revitalização, por enquanto, só na placa

Fiz a foto no início da noite de ontem. À tarde, publiquei aqui os questionamentos sobre a reforma da praça da Catedral. A obra ainda não começou. Embora a licitação já tenha sido finalizada, uma empresa esteja contratada, ninguém sabe quando os operários começam a trabalhar.

Lamentável!