Ele nunca pagou uma janta pra nós

Em ano eleitoral, tudo muda. Os ânimos são outros. Máscaras caem. E os interesses pessoais tornam-se evidentes. Situações silenciadas ficam visíveis. Insatisfações deixam de ser contidas.

Quase sempre é hora de cobrar a “conta”.

Um exemplo disso é o que está ocorrendo na esfera federal. A base está insatisfeita. O próprio governo admite que o momento é tenso.

Em Maringá, na Câmara de Vereadores, embora os parlamentares aliados sigam a “cartilha” do Executivo, também é possível notar focos de descontentamento.

Terça-feira, por exemplo, a vereadora Márcia Socreppa, que chegou a ser secretária de Educação da atual administração, foi dura ao falar sobre a falta do plano de carreira dos servidores e de um índice de reajuste salarial – com ganho real. Ela não “perdoou” a demora por parte do Executivo.

– Está faltando vontade política, disse.

Nessa quinta-feira, diante do manifesto de comerciantes e moradores da região da avenida Morangueira, parlamentares da base aliada sustentaram que o Executivo é incapaz de ouvi-los. Belino Bravin, aliado antigo do grupo político do prefeito, reclamou da ausência de planejamento da prefeitura.

Cidade grande não pode errar. Não se pode mudar as coisas de um dia para o outro. Tem que ter planejamento.

Após a sessão, Bravin reclamou que os técnicos da prefeitura resolvem as coisas dentro dos gabinetes sem conhecer a realidade da cidade. Ou seja, quem está nas ruas são os vereadores. Mas estes não são ouvidos.

– A gente pede uma coisa; eles fazem outra – sempre ao contrário.

E as críticas às mudanças feitas na avenida Morangueira – que ganhou corredor exclusivo para os ônibus do transporte coletivo – não ficaram restritas ao parlamentar. Pelo contrário, quase toda base aliada foi taxativa: a administração errou.

Claro, a oposição se delicia com a reação dos colegas ligados ao Executivo. E não é para menos. Afinal, ganha reforço importante no confronto com a administração.

O que o ano eleitoral não faz, né?

Ah… por sinal, o vice-prefeito e pré-candidato à prefeitura, Carlos Roberto Pupin, não desperta muita simpatia entre os vereadores aliados. Chega a ser engraçado… O provável candidato da situação é tido como “pão-duro”. Dia desses ouvi:

– Ele nunca pagou uma janta pra nós.

Pode?

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