Millôr Fernandes: quase uma filosofia de vida

Eu não tenho muita coisa a dizer. Faço parte de uma outra geração. Por aí, sabem muito mais dele do que eu. Cada texto que encontro sobre o Millôr mostra uma pessoa ainda mais incrível – do ponto de vista humano, cidadão, profissional.

Ou seja, falar que o escritor, dramaturgo, humorista, cartunista etc etc era alguém sensacional, não vai tornar meu texto significativo nesse universo de lembranças e homenagens a esse brasileiro, motivo de orgulho para nossa gente.

Então por que também falo dele aqui?

Porque um sujeito que tenha dito uma frase como esta merece, hoje, ocupar um espaço de destaque na “estante” de todos os jornalistas que valorizam a profissão e sabem do seu papel social. Veja:

Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados

Não, não se trata de ser do contra. Não se trata de achar tudo ruim. No entanto, é preciso questionar, duvidar sempre. Devemos reconhecer o que é bem feito, mas nosso papel principal é cobrar, cobrar… Ocupamos uma posição privilegiada, pois estamos mais próximos dos fatos, dos acontecimentos. Portanto, se nos silenciarmos, qual será nosso valor?

É… Os últimos dias não estão bons. Perdemos o Chico… Agora é a vez do Millôr. Nossa geração terá ícones, referências tão ricas como eles foram para nós?

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