Uma sociedade impotente diante do descaso dos bancos e das operadoras de telefonia

Sempre acompanho o ranking de reclamações do Procon. Na verdade, nem sei muito bem por que faço isso. Acho que é algum sonho utópico, quase inconsciente. Afinal, não é preciso consultar para saber que serviços aparecem no topo da lista.

Precisa falar? Ok, eu repito: bancos e telefonia.

Quando digo que vejo o ranking por algum sonho utópico, afirmo por causa do desrespeito que as empresas do setor têm pelos clientes. Na verdade, sempre fizeram e fazem o que bem entendem e nada acontece. As penalidades são mínimas diante do universo de reclamações. Mais que isso, o custo dos questionamentos que sofrem é insignificante diante do prejuízo econômico e emocional que causam à sociedade.

Claro, ninguém pode negar a importância dos bancos e da telefonia. Muito menos ignorar os investimentos, a tecnologia e os avanços em novos serviços. Entretanto, essas companhias simplesmente atropelam o Código de Defesa do Consumidor e transformam seus usuários reféns de um atendimento ruim e, por vezes, excludente.

Tenho dito que, no que diz respeito aos bancos, não existe um banco melhor. Existe um gerente melhor, uma conta bancária melhor. Se você tem dinheiro e um bom gerente, não importa qual é a instituição financeira. Já a respeito das operadoras de telefonia, é preciso mais que isso: tem que ter sorte. Não passar raiva é quase um milagre.

Na telefonia móvel, é um “deus nos acuda”; na fixa, idem. São problemas no fornecimento dos serviços, tarifas altas, serviços não executados… Uma loucura!!!

E os órgãos de defesa do consumidor não resolvem o problema. Apenas remediam. Ou seja, amenizam. E registram as reclamações que, depois, aparecem num ranking.

O governo é omisso. A imprensa até noticia o problema. Porém, não amplia o debate. Afinal, essas grandes companhias são clientes importantes.

Com isso, os rankings de reclamações existem apenas para lembrar estamos impotentes. Continuamos e continuaremos sendo desrespeitados. Essas empresas não me parecem se importar com os números. São só estatísticas. Nada mais. Importa o faturamento. E este sempre estará garantido.

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Na segunda, uma música

Há algum tempo quero compartilhar por aqui uma música de Taylor Swift. Hoje, chegou a vez desta jovem cantora e compositora americana.

Taylor Swift acaba de receber, pela segunda vez consecutiva, o prêmio de “artista do ano” pela ACM (The Academy of Country Awards), em Las Vegas. Em 2011, o álbum “Speak Now” foi o segundo mais vendido. E, de acordo com a Billboard, foi a artista mais rentável no ano passado.

Por tudo isso, já é uma das cantoras mais respeitadas. Embora tenha um público mais jovem, Taylor Swift consegue agradar pessoas de várias idades.

Para hoje, escolhi Long Live. Vamos ouvir?