Escravo do tempo

Sim, hoje vou conjugar o título na primeira pessoa do singular. Estou indignado. Indignado com o relógio. Quero meu tempo. Tempo pra fazer o que desejo.

Passei o dia brigando por alguns minutos para escrever. Simplesmente, não consegui.

Para arrumar esses cinco minutos – sim, são exatos cinco minutos; nada mais – estou falando com a Carina, um copo de chá na mão, um pedaço de bolo na outra, os olhos na tela do computador e, vez ou outra, libero as mãos para digitar algumas palavras.

Tudo bem, eu sou o responsável pela minha rotina. Eu escolhi. Mas o relógio podia ser menos injusto. Que tal fazer que cada minuto tenha um bônus de mais 20 segundos? No final do dia, teria oito horas a mais.

Não gosto de ser escravo do tempo. Tenho tantas coisas que gostaria de fazer. Mas não dou conta. Queria ler mais, escrever mais, estudar mais… Quem sabe ter um tempinho pra ver tevê. Confesso, não lembro quando foi a última vez que fiquei cinco minutos sentado diante da tela vendo um programa de televisão. Mal dou conta de assistir um filme por semana.

Bem, e não vou ter tempo para terminar essa discussão também. Meus cinco minutos já estão esgotados. Fica pra amanhã. A gente se fala.

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