Estradas ruins: estamos impotentes

No fim da tarde deste domingo, a fila de veículos era longa na PR 323
Acho que já estou recuperado… O domingo foi difícil. Quer dizer, o domingo não. A viagem de volta para casa. Esta sim foi complicada.

Nunca considerei o percurso de 170 quilômetros que separam minha casa da casa de meus pais uma viagem. Para mim, viagem sempre foi uma outra coisa. Tipo, ir para a praia. Seis, horas de estrada. Entretanto, as coisas têm ficado cada vez mais difíceis. Estressantes.

Hoje, por exemplo, o que era para ser feito em duas horas demorou quase três horas e meia.

É verdade que estava chovendo. Mas a chuva era leve. Vimos vários acidentes na PR 323. Todos fora da pista. Não impediam a circulação de veículos. Por isso, os acidentes não poderiam ser “responsáveis” pela lentidão. O problema era a quantidade de carros. E a falta de terceiras faixas, pistas duplas.

Após o distrito de Água Boa, pegamos um congestionamento digno de me fazer sentir em São Paulo. Foram cerca de 18 quilômetros em velocidade que nunca passou dos 40 quilômetros. E quanto mais nos aproximávamos de Maringá, pior ficava. Resumo da ópera, mais de uma hora e quinze minutos para percorrer esse pequeno trecho (geralmente não demora mais de 20 minutos).

O leitor pode identificar no velocímetro; a velocidade não passa de 20 km/h
E sabe o que é curioso? Não encontrei um único policial rodoviário entre Umuarama e Maringá. Minto. Havia sim. Um. Apenas um. Estava escondido no meio do mato com um aparelho de radar. Pra quê? Não sei. No local, já não era possível trafegar acima dos 80 km/h, mesmo com velocidade permitida de 110 km/h.

E o pior, na entrada de Maringá, onde o problema é maior por causa do afunilamento de veículos, no final da pista dupla de Paiçandu, também não havia ninguém. Ninguém para tentar monitorar e organizar o tráfego. Lamentável, já que, no local, sempre acontece um festival de irregularidades – ultrapassagem pelo acostamento, a mais comum.

Há previsão de algum investimento na PR 323 nesses dois próximos dois anos. Nada significativo, porém. E semelhantes a essa rodovia existem outras tantas. Até piores. Basta observar o noticiário neste início de semana. Não faltam e nem faltarão notícias sobre congestionamentos, trechos de lentidão e muitos acidentes. Infelizmente, vários com mortes.

Já disse aqui noutras ocasiões que estou cansado. Também disse que é compreensível ver motoristas irritados, fazendo bobagem na estrada em função da lentidão. Comentei que o governo é responsável pela ausência de planejamento e investimento para evitar o caos. Entretanto, sinto que nada acontece. Não há avanços. Nós, cidadãos e motoristas, estamos impotentes.

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