Estamos doentes, vítimas da tecnologia

Nomofobia. Este é o nome de uma nova doença. Trata-se do medo de ficar sem o celular. As vítimas dessa patologia ficam muito angustiadas quando estão sem o aparelho por perto; essas pessoas são incapazes de viver sem o celular por mais de um dia.

Um estudo realizado no Reino Unido revelou que essa angústia é maior entre os mais jovens. E a quantidade de “doentes” cresce na medida que os aparelhos se tornam onipresentes no cotidiano das pessoas e dotados de uma infinidade de serviços.

Não é de estranhar o aparecimento de novas patologias ligadas às novas tecnologias. Estamos viciados na rede. Quase todos nós. Poucos são aqueles que conseguem deixar o celular em casa num feriado ou mesmo mantê-lo desligado enquanto dormem.

O aparelhinho, que deixou de ser apenas telefone móvel há muito tempo, está nas mãos de milhões de pessoas. No Brasil, desde o ano passado, já temos mais linhas de celular que gente. A população é menor que a quantidade de linhas.

Não são raros aqueles que têm dois ou três números e mais de um aparelho.

A dependência é tão grande que atropelamos até mesmo regras de convívio social para conversar com pessoas pelo celular ou acompanhar o que está acontecendo nas redes sociais.

Não se respeita mais quem está por perto ou mesmo diante de nós. Interromper uma conversa para atender uma ligação ou curtir um novo álbum no Facebook é a coisa mais do mundo. A prioridade é o outro – por vezes, desconhecido – que reclama nossa atenção no mundo virtual.

Desconectados da realidade concreta, ignoramos o que acontece diante dos olhos como se o mais importante estivesse na telinha do nosso celular.

Não sou apocalíptico. Nem contra as tecnologias. Porém, nomofobia ou qualquer outra doença emocional que surja em função da nossa dependência tecnológica é apenas reflexo da criação desta nova humanidade perdida em suas prioridades.

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4 comentários em “Estamos doentes, vítimas da tecnologia

  1. Nomofobia. Não conhecia esse termo. Mas foi bom saber. Graças a Deus, não sofro desta patologia. Pelo contrário, devo ter é anomofobia, pois fico feliz quando o aparelho não toca e, principalmente, quando não preciso utilizá-lo.

  2. Saudações!
    Infelizmente, a falência do sistema educacional cria e promove consumidores irracionais no lugar de cidadãos conscientes. Mas, a tecnologia não pode ser culpada em si. Como um automóvel ou uma arma de fogo é o uso ou o abuso que faz toda a diferença.
    Prof. Rui.

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