Quando o amor se transforma em ódio

Duas pessoas. Elas se gostam, se admiram, se respeitam. Entretanto, a amizade está em xeque. O relacionamento está em crise. As diferenças começam a falar mais alto. O que antes as aproximou agora pode ser silenciado pelas características descobertas ao longo da convivência.

Situações como essa acontecem todos os dias. Amigos, amantes, namorados, casais… gente que só descobre as diferenças depois de algum tempo. E, quando isso acontece, o que parecia perfeito torna-se um desastre. Os risos somem do rosto. A alegria do simples ato de estar junto é substituída por raiva, mágoa, ódio. Nada parece ter sentido. O bonito vira feio. O colorido agora é cinza. Não há mais brilho na relação.

O que fazer?

Pessoas diferentes podem ser amigas, podem viver juntas e até dividirem uma vida a dois. Porém, é preciso aprender a respeitar as diferenças. Mais que isso, valorizar o que as une, admirar essas características, entender que ninguém é igual e, principalmente, manter distância das diferenças.

Pessoas que se gostam tendem a querer ficar próximas. O que poucas se dão conta é que isso nem sempre funciona. Um bom relacionamento pode simplesmente virar inimizade quando, por exemplo, tentam formar uma sociedade. Aqui está um grande segredo para preservar o que há de bom entre duas pessoas: entenda que o seu melhor amigo pode não reunir as características necessárias para ser seu sócio.

Nem sempre o seu melhor amigo, sua melhor amiga é a melhor pessoa para você trabalhar junto. Isso vale para a empresa, para a faculdade… e até para um joguinho no fim de semana. Tem coisas que vocês vão fazer bem juntos; outras, não.

Quando se trata de relacionamentos amorosos, vale a regra. Acho absurda a escolha feita por alguns casais. Viver junto já é um grande desafio. É preciso juntar duas cabeças, duas culturas… tudo debaixo de um mesmo teto. Como fazer isso dar certo se ainda trabalham juntos? É desastre anunciado!

Casais que trabalham juntos, são sócios, correm grande risco. Podem até manter o relacionamento, mas terão de fazer uma “ginástica” muito grande para não se matarem.

Costumo dizer que amor e ódio são faces de uma mesma moeda. Precisamos entender que “mais pode ser menos”. Como dizia minha mãe: “tudo que é demais, sobra”. Preservar uma relação passa por compreender que a pessoa que você ama pode ser muito diferente de você. E ela não tem que se encaixar em tudo que você faz. Manter certa distância em alguns momentos, ter espaço para serem autênticas, garantir a individualidade e até abrir mão de uma convivência próxima demais são regras fundamentais para que o amor não se transforme em ódio.

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