Uma vida por um único propósito é uma vida sem propósito

Não esqueça de que, na vida, o valioso e importante não é tanto a realização de atos notáveis (…) mas realizar coisas comuns, percebendo seu enorme valor.

A frase não é minha. É do escritor Pierre Teilhard de Chardin.

Encontrei-a dias atrás num livro. Achei fantástica. Afinal, sempre que falo sobre a importância da vida e também a respeito de relacionamentos, sustento a necessidade de valorizar os pequenos gestos.

Você já notou como a gente se importa com as coisas grandes e menospreza as pequenas?

Sim, gastamos quase toda nossa vida em busca das grandes realizações. Por conta delas, abrimos mão de viver. Afinal, não há algo grande para se conquistar a cada dia. Com isso, o que realmente importa não é visto, não é sentido.

Sonhamos grande, mas a vida é feita pelos detalhes. Pelas “coisinhas” aparentemente sem importância. O prazer de experimentar cada instante é ignorado pela nossa constante busca das grandes realizações. Acontece que são as coisas comuns que estão ao nosso alcance. É o que temos no dia a dia.

Quem disse que a rotina não pode nos proporcionar prazer? Por que só tem valor o que parece inatingível?

Lutar muito, esforçar-se são fundamentais na realização de nossos sonhos. Entretanto, a vida tem que ser experimentada ao longo desse caminho. Não dá pra vibrar só nas vitórias. A trajetória até chegar onde queremos ter que ser vista, sentida. Plenamente vivida. A caminhada tem que valer a pena.

E, sabe, os grandes personagens da história não foram aqueles que viveram em busca de fazer algo notável. Não. Pelo contrário. Fizeram coisas notáveis porque souberam viver cada minuto de suas vidas.

Uma vida por um único propósito é uma vida sem propósito.

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