Pânico e a carequinha da Babi: festival bizarro na TV

Estou desolado… Onde foi parar a graça dos programas de humor da tevê brasileira?

Na semana passada, critiquei aqui o CQC. Meses atrás, falei do Pânico. Agora me vejo incomodado novamente pelo programa.

Alguém pode me explicar qual a graça de deixar careca a panicat Babi Rossi?

Tudo bem… Você pode dizer: ela topou.

Respondo: ok, ela topou.

Mas e daí? Você riu? Se riu, riu do quê?

O fato de a Babi ter topado não muda nada. O que está em discussão é o bizarro, o vazio, a ausência… Nada justifica. Não tem graça raspar a cabeça de uma pessoa.

E quem riu só pode ter rido do fato de uma mulher bonita perder parte de sua beleza. Ou seja, riu da “desgraça alheia”. Coisa típica de invejosos – “se não posso ter, o outro também não pode” (neste caso, a beleza dela).

Gente, vamos parar com isso, né?

Está na hora de admitirmos o nosso mau gosto. Garantir audiência para quadros como esse é assumir que estamos vazios, perdemos as referências, já não sabemos valorar.

Passou da hora de rejeitarmos esse vale-tudo pelo Ibope.

Lembro que a atriz Carolina Dieckmann já fez isso na telinha. Mas fez em nome da interpretação de um personagem. E de uma causa maior: chamar a atenção para os problemas causados pela leucemia e a importância da doação de medula.

Agora, e a Babi???

Alguém pode me responder?

Não acredito nas aparências. Não vou sustentar a tese que a panicat não sabia de nada. Mas não sei se a jovem seria tão boa atriz a ponto de chorar no palco. Ela tinha duas opções: o cabelo do Neymar ou a carequinha do Marcelo Tas.

Depois, se deixou fotografar sorrindo? Sim.
É paga para esse tipo de tolice? Sim.
Outras topariam a mesma coisa? Sim.

Porém, volto a sustentar: não se trata da Babi. Trata-se de nós, do público que sustenta, que respalda esse tipo produção midiática. Quanta mediocridade!

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Na segunda, uma música

Michael Bublé é o artista desta segunda-feira. O cantor, compositor e ator canadense tem vários prêmios na carreira. E algumas canções incríveis. A música de hoje é uma delas. “Haven’t Met You Yet” expressa a beleza de um amor… A devoção por alguém. E a promessa de completa entrega. Entrega por alguém que ainda não se sabe quem é.

Eu prometo a você garota que eu vou dar muito mais do que recebo
Eu só não te encontrei ainda

Os desencontros do amor também estão presentes na canção:

Tenho partido o meu coração tantas vezes,
Eu parei de me controlar
Converso comigo mesmo
Eu jogo conversa fora
Fico animado
E depois eu fico deprimido.

E a esperança de que, ainda que demore, um amor pleno vai acontecer:

Eu nunca vou desistir
Eu acho que é a metade do tempo
E a outra metade de sorte
Onde quer que esteja
[…]
Você sai do nada e entra na minha vida
Eu sei que nós podemos ser maravilhosos
E, baby, seu amor vai me transformar
E agora eu posso ver todas as possibilidades.

Vamos ouvir?