Procuradoria quer censurar o BBB

O BBB 13 está longe de começar, mas o Ministério Público Federal já está de olho no programa. E quer censurá-lo. A Procuradoria não quer uma censura qualquer. Quer uma censura ética. Entende que o programa não pode atropelar determinados valores morais.

Sinceramente, não gosto de censura. Entretanto, vendo a falta de bom senso do CQC, as propostas bizarras do Pânico e o histórico de idiotices do Big Brother, hoje, não me sinto confortável em defender a liberdade de expressão. Não dessa liberdade que está aí…

Entendo que o problema desses programas não está neles, está no público. Porém, quando o público não sabe escolher – e nem tem formação crítica para isso -, o que pode ser feito? É correto deixar a “coisa rolar” e realimentar esse vazio cultural da sociedade?

Não sei. Não tenho uma resposta pronta.

A ideia de ter um mecanismo (um órgão) de controle, que regule a qualidade da programação, seria uma alternativa interessante se fosse formado por gente realmente comprometida com a promoção da cidadania, da democracia, educação e ainda entendesse que mídia também é entretenimento e espetáculo.

Cá com meus botões, tenho a impressão que nenhum órgão teria tal responsabilidade. Desvios ocorreriam. Exageros e censura propriamente dita. Sem contar os interesses nem sempre justificáveis que norteariam os critérios de julgamento dos programas.

Ou seja, trata-se de belo impasse. Parece até que ouço meu pai dizendo:

– Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Pois é… Deixar como está é aceitar passivamente o aprofundamento da banalização do conteúdo midiático; por outro lado, censurar – ainda que sob justificativa da ética, da moral – pode ser um retrocesso, uma ruptura com o direito de liberdade de produção e veiculação de conteúdo, conquistado depois de muita luta.

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