Mudar: por que não eu?

Já notou que todo mundo defende a importância das mudanças, mas nunca assume que precisa mudar? Vez ou outra escrevo um texto sobre relacionamento, trabalho, educação etc e encontro alguém que diz:

– Ronaldo, adorei seu texto. Mandei pra fulano. Ele precisa ler o que você escreveu.

Dia desses, um sujeito encontrou um texto sobre os conflitos que nascem no relacionamento porque uma das partes implica com pequenas coisas. Tipo, as meias que não estão na ordem por cores como a mulher deixou. O casamento dele está em xeque. E por causa dessas “picuinhas”.

Ele pediu socorro. Queria saber o que fazer. E disse que a mulher precisava ler meu texto.

Claro, sempre fico honrado. Mas, fora desse contexto, acho graça na maneira como lidamos com os nossos defeitos. A gente nunca os reconhece. Quando admitimos, sustentamos que o outro tem que nos tolerar do jeito que somos. E se alguém precisa mudar, não somos nós.

Em palestras de motivação, por exemplo, é curioso notar que nos acotovelamos pra dizer:

– O sicrano tinha que ouvir isso. Ele é desse jeitinho.

É assim que somos. Gostamos das mudanças. Mas não em nós. É a namorada que precisa mudar, o marido, o filho, a nora, a sogra, o chefe… Eles sim.

Mas, sabe… Tenho aprendido que o universo nos devolve tudo na mesma medida. Quando mudamos, o mundo muda. Nossas ações geram reações. E quando damos às pessoas aquilo que esperamos delas, por vezes, somos recompensados. Mas nossas atitudes precisam ser sinceras. Não mediadas por interesses mesquinhos, baseados num processo de troca.

Não somos perfeitos. E nossa resistência em mudar, nosso desejo de que o outro mude e seja como gostaríamos, não melhora as coisas. Só perpetua um ambiente hostil, onde os problemas persistem e o que nos incomoda segue nos fazendo sofrer.

Portanto, por que não começarmos as mudanças por nós mesmos?

CBN Maringá é finalista em dois prêmios nacionais

Ao longo dos últimos anos, a CBN Maringá vem colecionando prêmios. Apesar de serem importantes, mais que comemorar os prêmios, festejamos cada vez que nossa equipe se torna finalista em alguma premiação importante. Afinal, não é nada fácil uma emissora de rádio do interior aparecer entre as maiores do país.

Na última semana, ficamos felizes com a notícia de que Luciana Peña e Everton Barbosa estão entre os finalistas de dois prêmios respeitados, o Sebrae e o CNI de Jornalismo.

No Sebrae, ao todo, 1.143 trabalhos de todo o país foram inscritos. No CNI, se inscreveram 323 trabalhos de 20 estados, mais o Distrito Federal. Para dar uma dimensão do que isso significa, vale dizer que a CBN “briga” pelo prêmio com o ESPN/Estadão e Rádio Bandeirantes de São Paulo. Não é pouca coisa, né?

Por tudo isso, sempre digo que me sinto honrado por fazer parte desta equipe. E, mais vez, cá estamos pra torcer pela Luciana e pelo Everton. Mas, independente dos resultados, eles já são vencedores.

Ouça as reportagens concorrentes:
CNI de Jornalismo
Sebrae

Na segunda, uma música

Dias atrás conversava com alguém sobre a maneira como as músicas podem expressar sentimentos. Uma das canções que apresentei pra essa pessoa tinha um toque um tanto brega. Não por ser necessariamente brega, mas pelo contexto em que estamos e o momento histórico em que a música foi composta.

Eu argumentava que parece que falar sobre sentimentos está um tanto fora de moda. Entretanto, fui desafiado e tive que reconhecer que, de fato, há muitos artistas contemporâneos que ainda revelam emoções em suas canções e o fazem com tanta profundidade quanto gente que estava nos palcos há 20 ou 30 anos.

A música de hoje é um exemplo disso. Feels Like Tonight, da banda Daughtry, num ritmo moderno, fala das coisas do coração e mostra que as músicas ainda podem dizer com uma outra beleza aquilo que nós nem sempre damos conta de verbalizar.

Vamos ouvir?