É melhor não tentar negociar com o futuro

Acho que todo mundo já se pegou diante do computador “pulando” de página em página, sem rumo e sem notar o que está fazendo. A internet, em especial as redes sociais, é um grande ladrão de tempo. Gastamos um tempão navegando e, muitas vezes, de forma vazia, sem objetivo prático. Por conta disso, costumo dizer aos meus alunos: quando entrar no computador para fazer um trabalho, evite a internet, as redes sociais e os serviços de bate-papo.

Entretanto, não é só o mundo digital que nos faz perder tempo. A internet apenas potencializa um hábito que parece intrínseco à natureza de quase todos nós: a procrastinação. Por si só, o termo mais parece um palavrão, quase um xingamento. Pro-cras-ti-na-ção. É, não gosto. A palavra é feia. O hábito, idem.

Procrastinação é deixar para depois. Trata-se do maior ladrão do tempo.

Às vezes me pego pensando: “e se eu tivesse que dar conta, ao final do dia, de cada minuto gasto ao longo das últimas 24 horas?”. Acho que estaria enrolado. Semelhante a muita gente, também perco tempo. Muitos minutos são jogados no lixo. Por vezes, me pego deixando algo para fazer amanhã. Sempre encontro uma justificativa, uma desculpa para não fazer agora e… fica pra depois.

O problema é que amanhã encontro o compromisso que era pra hoje. E, pior, junto com as tarefas de amanhã.

Uma vez eu li que

O dia pode trazer muitas tarefas, problemas e preocupações, mas invariavelmente elas vêm uma de cada vez.

É fato. Se a cada nova tarefa já nos ocupássemos dela, quase todos os nossos problemas estariam resolvidos.

E, sabe de uma coisa, ninguém que tem o hábito de deixar as coisas pra depois se torna uma pessoa de sucesso. O sucesso acompanha quem sabe priorizar o que é prioritário e faz uma coisa de cada vez. Faz. Começa e termina.

Acontece que, hoje – da mesma forma que, numa página de notícias, abrimos dezenas de abas para ler depois, fechando-as posteriormente sem ao menos ler metade dos títulos – assumimos uma série de compromissos, começamos a desenvolvê-los e, quando nos damos conta, estamos mexendo em mil coisas, quase enlouquecidos, porque nada ainda está concluído e outras tarefas estão chegando e se acumulando.

Embora possa parecer metódico demais, até chato, o primeiro segredo para evitar o esgotamento mental e físico, é listar o que temos para fazer e começar a fazer.

Tudo depende de tempo. Cada pequena ação. Quando procrastinamos, atropelamos nosso bem mais precioso. E coisas que deveriam fazer parte do topo de nossas prioridades – relacionamento, família, amigos, lazer – acabam sendo negligenciadas.

Temos que entender que o amanhã é imprevisível. Deixamos coisas para depois projetando como será o amanhã. Porém, amanhã tudo pode mudar. Chuva ou sol, empregado ou desempregado, carro funcionando ou carro quebrado, sorriso ou lágrima, casamento ou divórcio, junto ou sozinho, dólar em alta ou dólar em baixa, economia crescendo ou retraindo… Pode ser frustrante, mas não temos controle do que ainda está por vir. Por isso, se somente o agora está em nossas mãos, é melhor não tentar negociar com o futuro.

Talvez o melhor conselho seja:

Se empilhar muitos amanhãs, você terá muitos ontens vazios (David Jeremiah).

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4 comentários em “É melhor não tentar negociar com o futuro

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