Elize, traição e amor próprio

É triste que, enquanto a gente se emociona com uma notícia tão singela, outra nos faz tão mal. Sei que a traição dói. Só quem experimenta essa realidade sabe o tamanho da revolta, da mágoa, da tristeza. Entretanto, nada justifica a vingança.

Mas, ao que parece, Elize Ramos Kitano Matsunaga, 38 anos, preferiu tratar o assunto do jeito mais cruel: assassinando o marido, o executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42. Matou e esquartejou.

Às vezes, não consigo acreditar que seres humanos sejam capazes disso. Mas são. E certamente muitos ainda pensam que essa é a melhor forma de lidar com a rejeição.

Como sempre discuto relacionamentos por aqui, me atreveria a dizer que pessoas que se vingam diante de uma traição não amam. Nunca amaram o outro e nem a si mesmas. São pessoas dependentes; doentes emocionais.

Gente bem resolvida chora a dor da decepção, mas se levanta e consegue dizer: “ele – ou ela – não me merecia. Vou em frente, porque tenho mais o que fazer”.

Não foi o que fez Elize. Ela preferiu pôr fim a vida do marido, estragar a própria vida e comprometer o desenvolvimento de uma criança que hoje tem apenas um aninho. Lamentável!

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Não sabemos amar como criança

Acho que ando carente de boas notícias. Hoje, fui “pego” por esta notícia:

Menina americana corta próprio cabelo para doar a amiga com câncer

Fiquei emocionado, confesso. Sei, não é nada tão extraordinário. Há centenas de outros gestos de bondade. Mas fiquei emocionado. Pronto.

A menina só tem nove anos. A amiguinha, oito. Ela foi lá, cortou os cabelos e doou pra fazer uma peruca, porque a amiga estava indo para a escola de chapéu.

A atitude dela é de amor. Sem interesse. Não está preocupada com projeção, com o que os outros vão pensar, se vai virar notícia, sair na coluna social. Nada. É só amor.

Nós, adultos – a maioria, pelo menos -, agimos por conveniência. Temos nossas motivações. Perdemos a inocência e o desapego da infância. Uma pena.

Talvez por isso seja tão singelo ver a atitude dessa garotinha. Apenas me entristeço por saber que não voltaremos aos tempos da infância. O mundo nos endureceu, já não sabemos amar como criança.