Cadê meu celular?

A reportagem de capa da Época trata da dependência que hoje temos do celular. Já escrevi sobre o assunto por aqui. E, confesso, sinto falta do tempo em que não nos incomodávamos pela falta desse aparelhinho. A gente se virava muito bem sem ele.

É verdade que facilita nossa vida. Entretanto, também nos enlouquece. Sem contar as confusões em que nos metemos por causa do danado do celular.

Basta você se atrasar um bocadinho, a namorada ligar e dar caixa de mensagens. Pronto, o problema está criado. É confusão certa. Se a situação se repete e a moça é ciumenta, o relacionamento vai entrar em crise. Rapidinho, ela vai achar que você tem outra. E todos os dias terá de responder uma longa lista de perguntas até convencê-la que estava bem comportado.

As mães, coitadas, andam enlouquecendo. Desde que a molecada ganhou celular, vivem ansiosas. Os filhos sofrem com a angústia delas e com as broncas que vêm depois. Porém, no dia a dia, são elas que andam surtando. Quando os filhos não atendem, quase sempre, ficam preocupadas, nervosas e já começam achar que o “bicho papão” raptou seus “bebês”.

Tudo bem, o mundo anda mesmo muito perigoso. Mas vamos com calma, né?

E o povo que atende celular no meio das reuniões? Na igreja? Acho que não lembro qual foi a última vez que estive na igreja e não escutei o barulho do famigerado aparelhinho. Felizmente, pelo menos por enquanto, nesses lugares não ouvi o tão “agradável” ‘Eu quero tchu, eu quero tcha’.

Na verdade, por conta do celular, as pessoas já nem prestam atenção nas conversas, reuniões, aulas… Nada. Como já deixou de ser apenas telefone há muito tempo, nem é preciso dizer “alô”. Distraem-se conectadas no Facebook, Twitter, Emails… Mas quase sem atenção para quem está do lado. Raramente conseguem notar o que está acontecendo diante delas.

Como diz a reportagem da Época,

Ninguém defenderá a volta a um mundo antigo, sem os confortos do mundo digital – até porque, de um ponto de vista puramente pragmático, isso é impossível. Mas é inegável que as novas tecnologias despertam novos padrões de comportamento e exigem profundas mudanças de hábito, para que cada indivíduo aprenda a conviver com elas de modo saudável. Os smartphones se tornaram ferramentas essenciais para a agilidade e a presteza, hoje tão necessárias para garantir os níveis de produtividade exigidos na economia moderna. Mas não podemos nos tornar escravos deles. É preciso saber a hora de desligar. E fazê-lo sem medo, sem sentimento de culpa e com a certeza de que somos nós – seres humanos – que devemos comandar as máquinas. E não o contrário.

Anúncios

Um comentário em “Cadê meu celular?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s