A escolha da profissão: nem pais nem dinheiro podem ser determinantes

Não tive muitas dificuldades para escolher a profissão. Desde garoto, queria ser professor. Não importava se de Matemática, História ou Geografia. Gostava de todas as disciplinas. Então, nunca sofri muito com isso. Depois, me descobri trabalhando com Contabilidade e, por hobby, numa emissora de rádio. Quando me dei conta, já estava completamente mergulhado com a Comunicação. E apaixonado por isso. Mas sempre querendo ser professor. Então, depois da faculdade e da especialização, juntei as duas paixões. Sem contar que trabalho em duas empresas que gosto e nas quais acredito. Por isso, sinto-me realizado.

Entretanto, como pai, acompanho com atenção cada movimento dos meus filhos em direção à profissão que vão escolher. Eles ainda não sabem o que querem. E eu, no máximo, tento mostrar as aptidões que possuem e as áreas que podem atuar. Entendo que minha interferência não pode ir além disso. Quero que ganhem dinheiro? Sim. Mas quero, principalmente, que sejam felizes naquilo que escolherem fazer.

Não é assim, porém, que pensam muitos pais. Conheço alguns jovens que cursam determinadas faculdades por escolha dos pais. Não foi por opção deles. Os pais, por acreditarem que sabem o que é melhor para os filhos, influenciaram, decidiram a carreira dos jovens. Um ato lamentável, pois, nesses casos, o risco de se frustrarem com a profissão é muito grande.

Filhos podem seguir a profissão dos pais. Mas apenas se admirarem o que os pais fazem e se apaixonarem pela atividade que desempenham. A profissão não está no DNA. Não é herança. Nem pode ser. A profissão é escolha. Uma escolha de vida, já que será a principal ocupação do sujeito durante quase todos os seus anos de existência.

Hoje, outro fator que motiva a decisão é a possibilidade de ganho financeiro. Entretanto, embora entenda que dinheiro é importante (ninguém quer pagar para trabalhar), esse não pode ser o elemento motivador. Algumas profissões causam deslumbramento pelo status, pelo poder. Mas o exercício eficaz de uma determinada atividade passa pelo comprometimento. Não é pela possibilidade de renda, mas sim pelo prazer pessoal que pode obter.

Por fim, mais que qualquer outra coisa, há necessidade de identificação. Cada pessoa reúne determinadas aptidões, gostos pessoais, características de personalidade. E as profissões também reclamam certas habilidades. O sujeito que não gosta das ciências exatas, por exemplo, vai ter dificuldade para fazer Arquitetura – por mais que seja um exímio desenhista. Quem não gosta de ler e escrever, não pode fazer Jornalismo. E por aí vai.

Todas essas questões nem sempre estão ao alcance da molecada de 15, 16, 17 anos – idade em que são obrigados a optarem por um curso universitário. Por isso, torna-se fundamental que a família seja madura pra ajudar. Uma orientação profissional também pode fazer a diferença. O que o adolescente e o jovem não podem fazer é escolher às escuras. Se não levarem isso em conta, a chance de se arrependerem é muito grande.

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