Daniele e o namorado dormindo: o que eu tenho com isso?

Nada. Nem você. Mas por que a foto saiu em quase todos os sites de notícias? Porque um montão de gente gosta desse tipo de “notícia”.

Pra quem não viu e não sabe do que estou falando (não está perdendo nada, é preciso deixar claro), trata-se desta “notícia” aqui:

Danielle Winits posta foto na cama com o namorado na Tailândia

A atriz, que sabe como poucos manter-se em evidência na mídia, postou a foto. E, claro, a foto, com direito a algumas frases e parágrafos, foi parar nos principais sites e blogs.

Sempre tem aqueles que criticam a mídia por esse tipo de publicação. Eu diria que a mídia até tem responsabilidade, mas, nesses casos, a responsabilidade maior é do público – que consome baboseiras. O que tem de informação na foto? O que tem de interessante? Na verdade, o que há de interessante nesse namorado e nessa atriz? Desculpa aí, eu não achei nada. Mas se a mídia noticia é porque tem gente lendo esse tipo de bobagem.

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Operadoras de celular X Governo: quando o Estado deve ficar ao lado cidadão

Eu uso TIM. Eu e milhões de outros brasileiros. No Paraná, a operadora é líder. Quase metade dos usuários da telefonia móvel possui um chip da TIM. Então, como cliente, sei bem o que significa a qualidade (ou melhor, a falta de qualidade) de seus serviços. Por isso, entendo a medida da Anatel como necessária.

Interromper a venda de novas linhas é uma medida extrema. Não é o tipo de expediente que se deseja de um governo. Entretanto, há momentos em que o Estado precisa ter uma posição. E esta deve ser a favor do cidadão. 

Sabe, o usuário é o lado fraco dessa relação. E, ao longo dos anos, temos visto que é quem sempre é penalizado. Mesmo com o Código de Defesa do Consumidor, por vezes, o cidadão tem seus direitos atropelados pelas grandes companhias.

No caso específico da TIM, quantas vezes no “pré-pago” (nessa promoção de R$ 0,25 por ligação) clientes têm suas ligações interrompidas com dez, cinco ou três minutos? Aí, pra continuar a conversa, a pessoa tem que ligar de novo. E de novo. A promessa de “infinity” é apenas isso: promessa. E os R$ 0,25 por ligação se tornam R$ 0,50, R$ 0,75… Ou, até mais.

Cair a ligação ou “sumir o sinal” são situações comuns. Se fosse uma vez ou outra, seria aceitável. Mas não é. E isso se tornou mais frequente após a popularização desses planos.

O barateamento das ligações, dos torpedos e do acesso à internet aumentou demais o fluxo de dados. Muita gente comprou celular e, principalmente, passou a usar mais o aparelho. Entretanto, os investimentos não acompanharam. Não significa que não foram feitos. Foram, mas não no ritmo necessário.

As operadoras, hoje, responsabilizam municípios, estados e até o governo. Reclamam da burocracia. Mas se o problema sempre foi este por que nunca tornaram público? Por que não enfrentaram o Estado? Por que insistiram em aumentar o número de clientes se sabiam que a burocracia impediria a ampliação da rede, da infraestrutura? 

Na verdade, não há  justificativa. TIM, OI e Claro não têm como alegar inocência. Como representantes do modelo capitalista, trabalham sob a lógica do “otimizar recursos”. Se um serviço atende 10 mil, por que não tentar com a mesma estrutura atender 20 mil? Essa é a lógica. Sempre foi. No entanto, chega um momento que é preciso intervir, dar um basta. O usuário não pode ser refém o tempo todo do desrespeito dessas companhias.

 

Na segunda, uma música

Faz um ano. Antes de Amy Winehouse morrer, publiquei dois ou três textos sobre ela. Neles, mostrava minha admiração pelo talento da cantora inglesa, mas apontava que Amy estava abrindo mão da vida pelos hábitos que mantinha. E foi isso mesmo que aconteceu. Precocemente, a artista deixou seu público. Mas, tornou-se um ídolo, uma referência, um mito.

Uma das vozes mais marcantes da história da música foi silenciada aos 28 anos. Entretanto, os fãs seguem cantando suas canções. E comprando seus discos. Só neste último ano, após a morte de Amy, foram vendidos mais de 2 milhões de cópias.

Por isso e por ser um fenômeno mundial, acho oportuno compartilhar nesta segunda-feira uma de suas canções. O título da música escolhida é bastante sugestivo: Você ainda me amará amanhã?

Vamos ouvir?