Cuidar do corpo também é investir no relacionamento

Nunca se falou tanto sobre obesidade. Difícil ter um dia em que a gente não vê, ouve ou lê uma notícia sobre riscos para saúde, prevenção, o que fazer para emagrecer… Ou de pessoas que estão fazendo tudo para voltarem ao peso considerado normal. Por outro lado, no mesmo compasso, cresce o número de obesos. Parece até que, quanto mais se fala sobre o assunto, mais as pessoas engordam. É um negócio muito louco.

Não, não estou dizendo que a culpa da obesidade é do noticiário. Na verdade, as notícias sobre o assunto apenas refletem a preocupação das pessoas: emagrecer. Afinal, estar magro é sinônimo de estar belo – ou bela, já que as mulheres são as maiores reféns da ditadura da beleza. No entanto, ao mesmo tempo em que há um desejo por perder peso, as pessoas se mostram incapazes de obter resultados. Querem emagrecer, mas não conseguem.

Às vezes tenho impressão que isso ocorre justamente porque, de alguma maneira, todo mundo acha que sabe o que fazer pra emagrecer. Você abre a internet, passa numa banca de jornais e aparecem tantas dicas, sugestões, receitas, dietas… É tanta coisa que a pessoa acredita que, no momento que quiser, conseguirá perder peso. Mas, como não existe milagre (não tem pilulazinha mágica), a combinação necessária – exercícios e cuidados com a alimentação – vai sendo adiada. Somado ao fato de que comer é bom demais – principalmente massas, comida gordurosa, carnes, doces, refrigerantes etc -, ao invés de perder peso, ganha-se peso.

Nasce aí um eterno descompasso. A pessoa quer ficar magra e tenta fazer isso todos os dias. Porém, dá apenas o primeiro passo: vê, ouve ou lê alguma coisa sobre o tema, mas não põe a “receitinha” em prática.

Na verdade, pouca gente encontra dentro de si a motivação pra fazer o que precisa ser feito. Somente aqueles que são um pouco mais preocupados com a imagem – até um tanto narcisistas – abrem mão de prazeres pra cuidar do corpo.

Infelizmente é assim.

Sinceramente, isso me incomoda um pouco, em especial quando os problemas com a balança começam a ocorrer depois do casamento. É verdade que cada um faz o que quiser fazer. A escolha é individual. Porém, acho certo desleixo, após a conquista da pessoa amada, relaxar com o corpo. Tem gente que lida bem com a ideia de “engordarem juntos”. Eu não gosto. Penso que, se a pessoa se cuida pra estar inteirinha quando solteira, deve tentar fazer o mesmo após casada. Vale para homens e mulheres.

A gente não deve se tornar refém da balança, mas manter o corpo em dia é legal. Entendo até que é uma forma de respeito ao outro. E sabe o que é engraçado? Se o casamento acaba, e a pessoa quer começar um novo relacionamento, a primeira coisa que faz é tentar ficar de bem com o espelho. Então, por que não fez isso antes? Alguém aí pode achar um exagero, mas, cá com meus botões, defendo que cuidar do corpo também é investir no relacionamento.

Anúncios

Por que nos perdemos das pessoas?

Não sei você, mas sempre me pego fazendo essa pergunta. Mesmo de gente que a gente gosta demais, acabamos nos afastando. Não é por opção. Não é escolha. Simplesmente, nos perdemos. Temos uma relação linda, cheia de cumplicidade, compartilhamos, dividimos bons momentos e, num dia qualquer, parece que acordamos de um sonho e não encontramos mais a pessoa ali.

Tudo acontece tão naturalmente que só percebemos depois. Não vemos o processo. O distanciamento ocorre e só nos damos conta quando já não dá para reviver a amizade, o amor… o relacionamento. Acabou. Ficaram as lembranças. Restou a saudade.

Acho que todo mundo tem uma lista de pessoas amadas que se perderam, que ficaram pelo caminho. Por essas coisas que a gente nem sempre controla, deixaram de fazer parte de nossa vida. Tudo podia ser bom demais, parecia que era para sempre. Mas se foi.

A vida é mesmo assim. Pessoas vêm, pessoas vão.

Algumas separações vão doer para sempre. Outras serão aceitas mais facilmente. Ainda assim, ficará o vazio, porque pessoas não são substituíveis. São únicas. E o que vivemos com alguém nunca será revivido. Poder ser melhor ou pior, mas nunca igual.

Por isso é tão importante viver intensamente cada momento. Viver o aqui e agora. Não perder tempo com coisas pequenas, com bobagens cotidianas. Gostar, amar, sentir… Sem se apegar aos desencontros, aos medos… Sem se deixar consumir pela insegurança.

Quando aprendermos a mergulhar em nossos relacionamentos, vamos descobrir que, se nos entregamos por completo, talvez seja possível manter as pessoas que nos são especiais por toda a vida.