Pedágio urbano: não desejável, mas inevitável

Comecei o dia ouvindo uma discussão sobre a instalação de pedágios urbanos. O governo federal já liberou os prefeitos para tratarem do assunto. Afinal, o trânsito nos grandes centros é cada vez mais complicado. Temos um verdadeiro caos urbano. Cobrar pedágio do cidadão seria uma forma de tirar carros das ruas e avenidas.

Infelizmente, trata-se de uma estratégia necessária. Pode ser adiada, mas é inevitável. Nos países do chamado Primeiro Mundo foi adotada há algum tempo. Em cidades como São Paulo, Rio… é uma questão de tempo.

Em época de eleição, dificilmente um candidato vai admitir a adoção dessa medida, mas chegará um tempo que, pra manter as cidades funcionando, entre outras coisas, será necessário instalar pedágios como forma de desestimular o uso de carros.

Cá com meus botões, entendo que o problema é que, no Brasil, geralmente as ações são isoladas. Não se cria um ambiente que contemple todos os aspectos, de maneira sustentável. Quase sempre se atinge o bolso do cidadão, mas nada lhe é oferecido.

Por exemplo, não dá pra cobrar pedágio nos centros urbanos sem oferecer contrapartida: melhorar o transporte coletivo, ampliar ciclovias e ciclofaixas, estacionamentos para bicicletas, banheiros etc.

E em cidades médias, como Maringá, penso que, antes dos pedágios, há outras ações. Além de criar uma estrutura que estimule o uso de outras formas de transporte, é possível tirar carros das ruas eliminando os estacionamentos de ruas e avenidas. Cria-se um ambiente favorável para o fluxo de veículos e, ao mesmo tempo, motiva o cidadão a deixar o carro em casa.

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