Esta é minha última chance

O que você faria se tivesse uma última oportunidade de acertar?

Por escolhas erradas, por coisas que nem sempre tinha controle… você se perdeu na vida e agora tem uma única oportunidade de recomeçar. Qual seria sua atitude? Qual seria sua escolha?

Pensava nisto após ver a frase dita pelo atacante Adriano:

Posso dizer que esta é a minha última chance.

Adriano fez um monte de bobagens e está num momento decisivo da carreira. Aos 30 anos, sem jogar bem há quase dois anos, foi contratado pelo Flamengo. Vai ganhar por produtividade. E só tem até o fim do ano para mostrar que ainda é o “imperador”. Se falhar, será o seu fim.

O atacante está desacreditado. Talvez apenas a torcida do Flamengo ainda o tolere. Pouca gente gostaria de ter Adriano em seu clube. Mas o rubro-negro o aceitou de volta. Porém, num contrato de risco – muito mais para o atleta que para o clube.

Eu não sei o que se passa na cabeça de Adriano. Mas fico imaginando como me sentiria se estivesse numa situação semelhante. Como reagiria se descobrisse que essa é minha última chance?

Acho que a gente passa pela vida sem se dar conta de muito do que faz. Trabalha, estuda, se relaciona… mas não nota que cada oportunidade é única. E que cada uma delas representa um caminho sem volta.

Fracassos e sucessos nos acompanham. E é o que temos no fim da existência que, por vezes, diz o que significou nossa existência.

Talvez chegue um dia que a gente perceba que aquela é a última chance. Talvez a oportunidade chegue e a gente nem vai saber que não agarrou a chance que teve.

Em algum momento da vida, talvez descubramos que deixamos escapar as oportunidades de construirmos um relacionamento feliz, uma carreira de sucesso… Perdemos as chances de fazermos amizades verdadeiras, lermos bons livros, assistirmos bons filmes, prestigiarmos grandes espetáculos… Desperdiçamos tempo, dinheiro… pessoas. Felicidade.

Para não correr o risco de jogarmos fora a vida – que é única -, quem sabe a melhor forma de viver ainda seja experimentar tudo com intensidade. Mergulhar na vida. Mas com responsabilidade.

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Três publicações: esta é a dose certa no Facebook

Pelo menos é o que disseram especialistas ouvidos pela revista Cláudia, numa reportagem sobre o uso das redes sociais. O ideal, segundo eles, seriam, no máximo, três postagens diárias no Facebook. Mais que isso, o sujeito polui a timeline dos amigos e compromete a visibilidade do próprio perfil.

Gostei do número. Afinal, sou uma das pessoas que se incomodam com a quantidade de bobagens compartilhadas na rede de Mark Zuckerberg.

Reconheço que é difícil definir um número. Entretanto, este pareceu-me bastante razoável. Se a gente pensar em conteúdo relevante, dificilmente alguém dá conta de produzir mais que isso por dia. Quem publica toda hora no Face só publica coisas descartáveis. Na verdade, colabora com a promoção coletiva da ignorância. Além disso, perde tempo. Valoriza o que não tem valor e depois ainda reclama que falta tempo pras outras coisas.