Conter as emoções não é silenciá-las

Uma das coisas belas da infância é a inocência. As crianças são o que são. Não fingem. São autênticas.

Tenho dito que as máscaras fazem parte da vida. São quase uma forma de sobrevivência. Servem para mantermos as relações… Digamos, são mecanismos de preservação.

Entretanto, o que pode ser útil e necessário, por vezes, torna-se uma imposição que nos faz perder a própria identidade.

Preservar-se não é ignorar as próprias emoções. Silenciá-las é negar-se, é deixar de viver.

Não é saudável, nem do ponto de vista físico. Quando a gente nega as emoções, a gente simplesmente se agride.

Viver bem é viver as emoções.

Se está triste, está triste. Se está irritado, está irritado. Se quer chorar… tem que chorar.

Pode incomodar um pouco quem está do lado, mas é fundamental ser autêntico nas emoções. Vivê-las em sua intensidade e de maneira sincera… em cada situação que a vida nos coloca.

Não significa que, quando se está com raiva, vai sair por aí gritando ou ofendendo todo mundo. Conter as emoções não é silenciá-las; é senti-las na intensidade certa, sabendo respeitar a si mesmo e ao outro.

Entretanto, não dá pra fingir que as coisas estão melhores do que realmente estão… Infelizmente, tem gente que passa o tempo todo fingindo. Finge pros outros, finge pra si mesmo – ainda quando não está bem.

A pessoa está magoada com o outro… O outro diz: “o que houve?” e a resposta é “tudo bem”. Não, não está bem. Por que mentir? Qual é o ganho?

Por outro lado, também não devemos superdimensionar os problemas. Não dá pra viver achando que as inevitáveis decepções da vida sejam catástrofes.

Cada situação tem o seu tamanho, a sua dimensão. Ao mesmo tempo que faz mal minimizar as emoções, maximizá-las também é uma mentira.

Devemos tornar a vida mais simples. Viver os altos e baixos. Sem fugir. E nem correr atrás apenas das emoções boas. Elas existem, tornam a vida cheia de sabor, mas não são o único gosto que teremos que saborear no cardápio da existência.

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6 comentários em “Conter as emoções não é silenciá-las

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