Relacionamento não se resolve no grito

É de uma tremenda falta de respeito os xingamentos, palavrões e até mesmo gritos contra o parceiro. Sei que no relacionamento há momentos de conflito. Mas, desculpem-me, ninguém vai me convencer que é natural e inconsequente disparar uma saraivada de impropérios contra a pessoa amada.

Ama? Então, respeite.

O dia a dia nos consome. E tem momentos que a raiva se sobrepõe ao amor. Entretanto, no relacionamento, devemos exercitar o autocontrole. Quem grita, xinga, humilha o parceiro, está plantando espinhos. O que a gente fala, a gente esquece; o que a gente ouve, nem sempre esquece. Por isso, os momentos de rispidez e agressividade verbal motivam desgastes que podem afastar duas pessoas que se amam.

– Ah… mas às vezes ele faz coisas que me deixa possessa?
– Mas ela nunca consegue reconhecer o que faço, vive reclamando…

Caríssimos, se a relação tem problemas, conversem. Gritar não resolve. Xingar, muito menos. Gritar, xingar, ofender, humilhar são recursos usados pelos fracos. Gente sem sabedoria, sem argumento e que precisa impor autoridade faz uso dessas estratégias. É coisa de desesperado, de gente insegura. Quem ama, conquista.

No momento de ira, é normal haver uma elevação de voz. O tom ficar mais ríspido. Mas existe uma enorme diferença entre uma voz mais firme e gritos – principalmente, se acompanhados de palavrões ou frases depreciativas.

Esses comportamentos agressivos plantam a discórdia, roubam o respeito, acabam com a admiração mútua. Criam desconfortos e mágoas. Dentro do casamento, deixam o ambiente pesado e levam os filhos a repetirem o exemplo dos pais.

Nada justifica agir assim. Somos seres racionais. Damos conta de controlar nossas emoções. Só não fazemos isso quando nos tornamos reféns de nossos instintos. Quem é bem resolvido, se cala, espera, fala na hora certa e faz o impossível tornar-se possível.

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