Para quê serve internet sem fio nas escolas?

Não é de hoje que o Estado vem transferindo para os equipamentos a responsabilidade pela melhoria na Educação
O governo do Paraná anunciou que vai garantir internet sem fio em todas as escolas do estado. Em Maringá, um dos candidatos à prefeitura promete um computador por aluno da rede municipal. Não faz muito tempo, o governo federal fez licitação para colocar um tablet nas mãos de cada professor da rede pública.

Enfim, são iniciativas do poder público para equipar professores e alunos, garantindo acesso ao universo tecnológico e à rede mundial de computadores.

Sabe, acho todas essas iniciativas válidas. Porém, a pergunta que sempre faço é bem básica: qual o projeto pedagógico que acompanha a oferta desses serviços e equipamentos?

Sim, porque oferecer banda larga pra molecada e não ter um projeto para uso da rede é pior que não ter o serviço na escola. Sem uma proposta pedagógica o que a internet sem fio vai fazer é complicar ainda mais a vida dos professores. A moçadinha vai usar o wi-fi dos celulares, conectar-se ao facebook e outras redes, ficar navegando e o aprendizado será ainda mais comprometido.

Vale o mesmo para o computador. Todos nós já ouvimos falar de laboratórios em escolas que ficaram fechados por anos pela falta de um projeto pedagógico para uso das máquinas. Noutras vezes, os computadores só servem para joguinhos – isso, inclusive, em escolas particulares (conheço algumas, por sinal).

E os tablets para os professores? Vão fazer o quê com esses equipamentos? Dar para os filhos brincarem em casa?

Como eu disse, não vejo problema em garantir tecnologia, equipamentos e serviços para melhorar a educação. Mas o problema maior não é este: é a falta de rumo da educação. O Estado tem transferido para as máquinas, tecnologia e até para os livros didáticos a responsabilidade por um ensino de qualidade. Essas coisas até são bonitas de ver. E de falar.

– Compramos tantos computadores.
– Todas as escolas terão internet sem fio.

No marketing, funciona. Na escola, nem sempre. Porque o equipamento por si só não produz conhecimento. A tecnologia tem que estar a serviço da educação, dentro de um projeto pensado, elaborado pra isso. Do contrário, é só dinheiro público jogado no ralo.

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Na segunda, uma música

Tem canções que a gente escuta uma única vez e já gosta. Algumas delas, não apenas nos tocam como também se eternizam para nós. Acho que este é o caso da música que escolhi para esta segunda-feira.

Gravada ainda nos primeiros anos da década de 1990, (Everything I Do) I Do it for you foi tema do filme Robin Wood, ganhou um Grammy, apareceu na lista das melhores músicas do Oscar e foi uma das mais tocadas nas emissoras de rádio dos Estados Unidos e de outros países, inclusive aqui no Brasil.

A bela canção é do cantor e compositor canadense Bryan Adams. Talvez seja uma de suas músicas mais conhecidas.

Além da bela melodia, (Everything I Do) I Do it for you tem uma letra incrível. A começar pelo título: (Tudo que eu faço) Eu faço por você.

Entre outras coisas, a música diz:

Olhe dentro do seu coração, você vai encontrar
Não existe nada lá para esconder
Me aceite como sou, fique com minha vida
Eu daria tudo, eu me sacrificaria

O autor parece insistir com a pessoa amada para que lute por esse romance, pela história deles:

Não me diga que não vale a pena lutar
Eu não consigo evitar, não há nada que eu queira mais
Você sabe que é verdade, tudo que eu faço, eu faço por você

E se declara por completo:

Não existe amor, igual ao seu amor
E nenhuma outra poderia oferecer mais amor
Não existe lugar, a não ser que você esteja lá
O tempo todo, até o fim

Linda, não? Então, vamos ouvir de novo?