Carreira e amor não combinam

Entre os grandes erros que cometemos num relacionamento está colocá-lo após o trabalho, os projetos de uma carreira. Bom, todo mundo tem direito ao sucesso na vida. Porém, dificilmente dá pra combinar as duas coisas: amor e profissão. É possível ter as duas coisas, mas uma terá de ser prioridade. Se o relacionamento for prioridade, dá pra ter uma carreira legal, mas será preciso abrir mão de algumas coisas e isso pode custar uma promoção, um convite para outra empresa etc. Se a profissão ocupar o primeiro lugar, o relacionamento vai pagar o preço desta escolha.

Pensava nisto enquanto lia uma nota na coluna de fofocas da Folha online. Durante a novela Avenida Brasil, seis casais foram desfeitos. Por conhecerem gente nova, por se afastarem dos parceiros… não importa. Seis atores/atrizes se separaram. E um relacionamento só acaba quando deixa de ser bom para os dois ou pelo menos para uma das partes. Ninguém rompe – e nem trai o parceiro – se o romance vai bem.

No último fim de semana, uma reportagem do Hoje Notícias mostrou que, em Maringá, o número de divorciados cresceu cerca de 80% nos últimos 10 anos. São quase 14 mil pessoas que, oficialmente, se separaram. Os dados obtidos pelo jornal junto ao IBGE quantificam, mas não qualificam os motivos dessas separações. Entretanto, outros estudos apontam as razões: a vida moderna consumiu os casamentos.

É verdade que as pessoas estão mais voltadas para si mesmas. Também querem um relacionamento que as faça feliz. Não se submetem a certas atitudes dos parceiros. Tudo isso produz divórcios. Mas o conjunto de razões pode ser simplificado num único motivo: escolhas. Quando o relacionamento é prioridade, a gente cuida dele. Investe. Protege.

Num mundo competitivo, é natural ocupar-se da carreira. Há uma imposição social. Pressiona-se para se obter sucesso. E sucesso, hoje, significa uma coisa só: projeção e dinheiro. Ninguém pensa na felicidade do relacionamento como um sucesso maior que o profissional. Na verdade, ter um casamento – ou mesmo um homem, uma mulher na vida – tornou-se complemento. A pessoa que chega deve se contentar com o que temos a oferecer. Adaptar-se. Como precisa se encaixar no nosso jeito de ser, duas coisas acontecem: se o outro se encolher, negar a si mesmo, o relacionamento pode até dar certo; porém, se também tem sonhos profissionais, o conflito está instalado. E o relacionamento, condenado.

Parece um tanto cruel. Contudo, a vida é mesmo assim: uma conquista pode anular a outra. Quem quer um relacionamento duradouro – quem sabe até o sonho do “pra sempre” – deve apostar, primeiro, no romance. Tem que entender que em algum momento poderá ter de abrir mão de uma promoção, de um convite de emprego… quem sabe, até de um almoço com o chefe ou de um happy hour com os amigos do trabalho. É provável que signifique menos dinheiro na conta bancária. Mas será uma escolha. E por um objetivo: o sucesso da vida a dois.

Na segunda, uma música

O que você faria por amor? Seria capaz de qualquer coisa? Qualquer coisa mesmo? Toparia deixar um vício? Abriria mão do seu estilo de vida?

É sempre um tanto utópico falar em “eu faria tudo por você”. Mas há amores capazes do impossível, de romper com hábitos, costumes… pra viver alguém especial.

Este é o tema da canção desta segunda-feira. Por você, do Barão Vermelho, faz esta declaração de amor:

Por você
Eu dançaria tango no teto
Eu limparia
Os trilhos do metrô
Eu iria a pé
Do Rio à Salvador

E segue falando de coisas que seria capaz pra fazer pelo amor de sua vida. Simplesmente demais! Dá pra imaginar a pessoa amada cantando Barão Vermelho pra você? Consegue? Ela seria capaz? Mais que ser capaz, agiria assim por você?