Em quem você pensa?

Reconheceu alguém?

Quando coloca a cabeça no travesseiro?
Quando acorda?
Quando recebe uma boa notícia e quer compartilhá-la?
E quando o exame médico diz que você precisa de uma cirurgia?
Quando vai à loja escolher uma roupa para sair?
Quando não está fazendo nada e deseja uma companhia?
Quando quer muito um abraço?
Quando escuta no rádio o anúncio do show de sua banda favorita?

Nossos pensamentos indicam muito do que a gente sente. Muitas vezes a gente quer que o amor se materialize em palpitações, mãos frias, suor… um incomodozinho no estômago. Até acho natural que vez ou outra isso aconteça. Porém, o amor está longe disso. Essas formas idealizadas de “sentir” o amor são vendidas pelos filmes, pelos romances… Mas estão longe do real.

O amor se revela no desejo de estar junto, de dividir, de partilhar. O amor existe quando você confia, quando sente que o outro te faz bem, quando conversar não é um peso, quando sair pra almoçar com o outro é prazeroso – não importando o que está na mesa. Tem amor quando você sabe que é respeitado, que é querido, desejado. Quando reconhece os defeitos, mas não ignora as virtudes. Admira o que há de belo e ajuda a reparar as falhas, sem criticar. O amor se revela quando há aceitação, perdão, desejo.

Quando a gente põe a cabeça no travesseiro e lembra do outro com carinho, o coração está indicando que existe amor. Ao acordar, se pensar no outro faz bem, há amor. Se sente desejo de encontrar, o sentimento está presente. Se escolhe uma roupa pensando se vai agradá-lo, não existe motivo pra duvidar que é amor.

Bom, como diz o Jota Quest:

Se isso não é amor
O que mais pode ser?

Sabe, inseguranças são normais. E não dá pra quantificar o amor. É por isso que muita gente se confunde. Ama sem saber que está amando; ou nem ama e acha que é amor. Dá pra desejar sem amar. Dá pra se apaixonar e não amar. Entretanto, quando a pessoa questiona o que sente, olha pra dentro de si, observa com atenção os seus pensamentos, consegue fazer uma leitura de seus sentimentos. Então… que tal começar pelas perguntinhas do início do texto? Reconhece alguém?

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