Ana Paula Valadão e os pastores “barrigudos”

Esbarrei hoje com essa notícia:

Cantora gospel diz que ‘pastores barrigudos’ deveriam jejuar mais

Impossível não rir.

A cantora/pastora é Ana Paula Valadão, líder do Diante do Trono. E a declaração dela gerou polêmica. E não é para menos. Afinal, ela sustenta a necessidade de os pastores perderam a barriga e ainda dispara contra as mulheres gordas.

Achei graça – e gostei, confesso – de a declaração ter virado notícia. Embora possa parecer uma fala preconceituosa, penso que líderes religiosos têm o dever de influenciar positivamente as pessoas. Não como fez Silas Malafaia durante a campanha eleitoral.

E apontar pra barriga dos pastores e obesidade das mulheres pode parecer uma atitude agressiva, mas deve ser entendida como um alerta. Pastores, padres, artistas, autoridades etc são referência. Em todos os sentidos. Para o bem e para o mal.

No caso da religião, não se deve apenas apontar o Céu. Ou pregar prosperidade, como fazem alguns. É fundamental discutir saúde, qualidade de vida. E como fazer isso se, para alguns, a barriga mal cabe dentro da camisa?

Algumas igrejas, inclusive, têm orientações específicas sobre saúde. Recomendações sobre o cuidado com a ingestão de alimentos, bebidas, quantidade etc. Os próprios escritos sagrados são bastante específicos sobre a necessidade de moderação à mesa. Salomão chega a dizer que, quando vamos comer na casa de alguém, devemos colocar uma faca atravessada na garganta. A metáfora é clara: coma menos! Controle-se.

Entre os chamados pecados capitais está a gula. O que é isso? O desejo desenfreado de comer. Então, que sentido faz um líder obeso? A Ana Paula até pode ter errado no tom. Mas refletir sobre a necessidade de cuidar do corpo e ter uma atitude para perder o excesso de gordura são boas sugestões.

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Minha filha estreia na blogosfera

Tempos atrás, compartilhei aqui um texto da minha filha. Na época, ela brincou:

– Você acha que dá para publicar no seu blog?

Bom, o texto veio parar aqui, teve vários comentários de amigos, principalmente no Facebook. Como pai, fiquei orgulhoso pelo que ela escreveu e muito pela repercussão que teve junto a pessoas queridas, que acompanham o que faço todos os dias. Afinal, ela tem apenas 11 anos.

Após aquele texto, achei que a Duda pediria outras vezes. Mas o assunto ficou meio quietinho. Entretanto, nas últimas semanas, minha baixinha pediu para eu abrir um blog pra ela. Pensei que poderia ser “fogo de palha”, como dizia minha mãe. Não foi. Topei a proposta da “moça” e ela estreou na blogosfera com um texto que considero uma homenagem de tirar o fôlego deste pai babão. Ou bobão.

O blog dela está na rede. E fica o convite aos amigos para passarem por lá. Ela vai ficar feliz em receber o comentário dos amigos.

Na segunda, uma música

Algumas músicas parecem ter um efeito mágico sobre nós. E, às vezes, nem precisam ter a mais bela poesia. Ainda assim são capazes de acalmar, pôr fim a uma briga, trazer de volta um sorriso… Podem renovar sentimentos, arrebatar o coração ou fazer viajar em lembranças de uma história de amor.

A canção de hoje significa um pouco disso tudo. Henrique Cerqueira e Renato Vianna fazem um belo dueto em “Vou a amar-te” (ou Vou a Marte) e, pela letra ou melodia, transformam algumas poucas frases em sentimentos puros que fazem bem demais ao coração.

Gosto principalmente do refrão:

Vou amar-te, até o fim do mundo eu vou
Explorar a criação do criador
Descobrir mistérios do universo teu,
coração, minha atração, meu céu.
Sou teu astro, astronauta a viajar
Teu espaço todo eu quero conquistar
Habitar teu sonho mais bonito, minha paixão, atração, meu céu.

Espero que gostem. Vamos ouvir?