Ela se importa

Relacionamentos assim podem sonhar com o “pra sempre”

Ela acorda e, na primeira oportunidade, quer saber como foi sua noite. Teria dormido bem? E aquela dor de garganta da noite anterior? Passou?

O dia segue… Minutos antes do horário do almoço, ela quer saber onde ele vai comer. Diz, preocupada, que nos últimos dias as refeições têm sido feitas de forma apressada. Com carinho, pede que dê mais atenção a esses detalhes… Afinal, fazem diferença para a saúde.

Naquele dia, ele precisa seguir direto do trabalho para uma outra reunião. Ela recomenda, até insiste:

– Pega um lanche. Toma um suco! Não fique até tarde sem comer.

Ele fala do tempo, da correria… Com jeitinho, ela diz:

– Faz isso. Por mim.

Noutro dia, depois de uma noite especial, ela deixa um bilhete. Escreve palavras bonitas e ressalta alguns momentos especiais do encontro. Termina dizendo que conta as horas para estarem juntos de novo e, assina, “eu te amo”.

Sim, ela se importa. Não apenas nos melhores momentos, mas também no dia a dia, demonstra cuidado. Mostra lembrar-se de detalhes, nota quando o parceiro não está bem. Faz recomendações. Ela se interessa.

Sabe, eu poderia escrever usando o “eu-feminino”. Afinal, as mulheres são mais atentas, mais parceiras. Os homens é que são mais descuidados. Objetivos demais, ignoram detalhes que podem fazer a diferença no relacionamento. Entretanto, diria que o texto se propõe a refletir sobre comportamentos que deveriam fazer parte dos hábitos deles e delas.

É gostoso sentir o cuidado da parceira. Dias atrás, falava aqui que “paparicos fazem bem ao coração”. Aqueles carinhos, pequenas surpresas cotidianas alimentam o romance. Mas não é só disso que um relacionamento carece.

Saber que o outro se importa é uma coisa maravilhosa. A gente quer ouvir palavras bonitas, sussurros e gemidos. Mas quer também saber que alguém se preocupa com a gente.

Não é nada agradável você dizer para o namorado:

– Amanheci horrível. Uma tremenda dor de cabeça.

Ele vira pra você, pergunta se já tomou remédio e muda de assunto. Mais tarde, voltam a se falar e o sujeito sequer questiona:

– E daí, está melhor?

Ou quando você está com um projeto novo na empresa e a mulher só discute as coisas de casa. Reclama da vizinha, da porta do armário, da falta de um guarda-roupas novo, pede dinheiro pra comprar brincos novos… Mas, em nenhum momento, pergunta:

– E o projeto? Como está?

Não se interessa. E, mesmo que dê certo, não vibra com ele. Não o parabeniza.

Essa falta de envolvimento pode não ser proposital. Pode não significar falta de amor. Porém, desgasta. Machuca. Parece faltar envolvimento. É como se o outro não se importasse. Transparece egoísmo.

Amar não é tarefa fácil. Importar-se com o outro requer olhos atentos, ouvidos sempre prontos a ouvir… Pede atenção, observação… para além do que o outro fala. Mas também do que sente, mesmo nas horas de silêncio e distância.

Anúncios