Amar é bom, mas não o suficiente

casal

Você conhece os defeitos dele? Sabe quais os defeitos dela? Depois de anos de relacionamento, não é difícil identificar cada um deles. Também é fácil esquecer as virtudes, né?

Quando a gente está apaixonado, nada parece incomodar. Só as qualidades são valorizadas. Tudo que não faz bem é silenciado. A gente finge não ver. Justifica-se até o injustificável.

Este é um dos maiores equívocos que as pessoas cometem. As coisas boas estarão sempre lá. Os defeitos também. Com o que é bom, a gente se acostuma. Aos poucos, nem parece tão bom assim. E com o que é ruim? Será que, com o tempo, os defeitos não se tornam mais visíveis?

O tempo muda as coisas. Ou abre nossos olhos.

Ross Campbell diz:

É necessário tempo para se revelar completamente o caráter e, às vezes, nem isso é o suficiente.

Sabe, muitas pessoas quando entram num relacionamento esquecem desse princípio básico: identificar o que não gostam no outro. Ele é individualista? Antissocial? Desorganizado? Ronca enquanto dorme? Fala alto? É grosseirão quando está irritado? Mal educado?

E ela? É ciumenta? Faz barraco? É vingativa? É egoísta? Não gosta da sua mãe? Não aceita cozinhar? Briga com seus amigos? É consumista?

Tem coisas que são defeitos pra um; pra outro, não são. No entanto, estão lá. Devem ser notados. Tem atitudes que se negocia. Por amor, dá pra mudar. Mas tem comportamentos que são mais que hábitos. Fazem parte da natureza, da personalidade. São características do indivíduo. Isso, não dá pra mudar.

Quando se embarca num romance, e há o desejo de transformá-lo numa vida a dois, é necessário identificar essas características. E, conhecendo-as, questionar-se: dou conta de viver com alguém assim? Ninguém é só virtude. Quando você aceita amar alguém, você leva pra casa um pacote. Tem de tudo ali – qualidades e defeitos. E pra fazer o relacionamento dar certo é preciso aceitar o outro. Viver o que tem de bom, mas compreender as limitações do outro. E amá-lo mesmo assim.

Por isso, pra não dizer depois que errou, estude a pessoa que você ama.

Estude-a como se ela fosse um animal raro, estranho e fascinante. Estude-a constantemente porque ela sempre mudará. Estude seus gostos e desgostos, suas qualidades e fraquezas, seu temperamento e suas peculiaridades. Amar é bom, mas não o suficiente. Para ter uma vida comum bem-sucedida você precisa conhecê-la. E, para conhecê-la, você precisa estudá-la (Ruth Stafford Peale).

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12 comentários em “Amar é bom, mas não o suficiente

  1. Isto de amar não ser suficiente me surpreendeu aos 51 anos de idade, na segunda separação. Amáva-nos loucamente, e mesmo assim, rompeu-se nosso elo. Talvez pelo loucamente? Pode ser se a cegueira e a loucura forem sinônimos. Isto de ficar cego de paixão existe mesmo e é mutilador, quando os desníveis, os desencontros de rotina e as diferenças de ser de cada um começam a se impor na relação e os olhos se abrem. Só o tempo e a convivência mais a miúde vai desnudar. Quando a falsa segurança de coisa adquirda, apropriada, garantida, e portanto sem necessidade mais de conquista se instalar pelo nosso orgulho. Quando a fome de sentir-se amado, desejado, admirado, não obstante os defeitos, for medianamente saciada, aflorar o que nos desgosta. O que fazer com isto? Uns se fortalecem com o desafio e se dedicam a estreitar laços, a tecer amor da paixão que se transforma e se fragiliza com a rotina. Outros partem em busca do paraíso “perdido”, em novas emoções. Estar certo ou errado numa ou noutra atitude não ajuda muito quem está nesta canoa. É algo extremamente pessoal e delicado. Talvez ajude conscientizar-se do imediatismo e coisificação que permeiam nosso mundo. Sei na pele, entretanto, que idade não é fator de garantia. Ou se aprende e se cresce ou não se aprende e não se cresce com os desafios do amor.

  2. Eu estudo a mim, mesma,para ter habilidades que me permitam estudar o meu amor. Sei que ele tem defeitinhos, mas por fim; alguns deles, já incorporaram em nosso viver; porque se sentam conosco nas refeições. Os outros, bom, esses eu, ainda, estou estudando.
    . Márcia Bertoni .

    1. A vida é assim mesmo, desafios que nos são apresentados todos os dias… trazendo aprendizagem somente para os sobreviventes.

  3. Uma relação a meu ver não se baseia em amar e ser amado, e conhecimento do parceiro.
    Acho que prálem de termos de nos conhecer também é preciso ter iniciativa, ser sincero, directo, ter confiança a cima de tudo e à vontade, deixar o orgulho de lado muitas vezes em discussões e discordâncias, é preciso também respeitar, acarinhar, surpreender, mudar rotinas, fazer com que a pessoa amada se apaixone todos os dias.. 🙂

  4. Discordo do texto em partes, pois Deus nos amou mesmo com nossas diferenças, pecados e defeitos, o sacrifício de Deus por nós foi para demonstrar seu amor e demonstrar que o amor é a ferramenta mais importante do mundo. É esta a proposta Dele para nós amar o próximo a ti mesmo, o amor é o primeiro passo para um relacionamento, é com amor e por amor que nos unimos a alguém. Amar não é bom, amar é sublime, é maravilhoso, meu parceiro e eu estamos juntos a 10 anos e somos a prova viva de que se não houvesse amor no nosso relacionamento ele já teria terminado, é por amor a meu parceiro que eu mudei. O amor começou com Deus, foi por amor a Deus que eu casei, e por amor a Deus que eu permaneço casada, é por amor a mim que eu mudei, Porque porque por amor a mim mesma? pois, se eu tenho tenho que amar meu próximo como a mim mesmo, toda vez que eu mudei pra satisfazer meu marido e minha relação eu estava propriamente me amando. Meu casamento só somou, pois o respeito, o carinho a amizade surgiu desse amor, depois vieram nossos filhos, e decobrimos que nossa família jamais viveria sem amor… AMOR A DEUS A MIM A MEU ESPOSO A MEUS FILHOS A TODOS OS AMIGOS QUE FIZEMOS JUNTOS! Meu Deus, tenho pena das pessoas que não conhecem o amor, fazei-o coração deles semelhante ao vosso… mINHA OPINIÃO!

    1. Você leu o texto, Vanessa? Se leu direitinho, vai entender o que estou querendo dizer. A proposta do texto é mostrar que as pessoas não devem decidir por um relacionamento apenas porque dizem amar. A gente precisa conhecer a pessoa. É pra isso que serve o namoro, por exemplo. A gente namora pra conhecer as virtudes e os defeitos, pra saber avaliar se dá conta de dividir uma vida com o outro. Hoje, as pessoas se entregam ao outro muitas vezes sem conhecê-lo. Isso porque acreditam que amam. Creio que você procurou conhecer bem seu marido antes de se casar com ele. Provavelmente você escolheu seu marido dessa forma. Não o amou num dia e já se casou no outro. Você olhou pra ele, identificou nele qualidades que te fizeram aceitar viver com ele. E, em Deus, você encontrou forças para superar cada dificuldade que apareceu ao longo dos anos. Como escrevo e repito com frequência em meus textos, as pessoas são imperfeitas. Logo, os relacionamentos são imperfeitos. Mas com disposição para amar, a gente consegue encontrar o melhor do outro e tornar esse melhor algo que nos toque, nos complete.

      1. E ai está o ponto em que você se contradiz, pois se as pessoas entram num relacionamento porque ACREDITAM amar, logo, elas não amam, aí concordo com você, se o amor não é verdadeiro ele não supera os defeitos do outro mesmo. Mas quando se entra num relacionamento por amor, DE VERDADE, e amar de verdade é algo muito diferente e entrar num relacionamento achando que ama…. Ai sim, superamos as diferenças em prol do amor… Não se supera diferenças em prol da relação, mas sim em prol do amor, que é o sentimento que une o casal. Se não houver amor, não há relacionamento que dure, por mais afins que sejam… Me desculpe, mas conhecer não é o suficiente… E digo mais… Casamento deveria ser visto de outra forma, pois quando você entra num relacionamento analisando alguém, acredite esta relação já não deu certo, pois somos seres falhos, pecadores, jamais seremos 100 por cento, jamais acertaremos sempre, e jamais seremos perfeitos ao ponto de não ter defeitos, ao longo de nossa vida… você pode até analisar alguém hoje, mas somos mutáveis, mudamos de opinião, de valores, de casa, de caráter… as pessoas mudam, ai é que eu te pergunto, o quanto você ama para aceitar os defeitos do teu parceiro, e se vc não amar o suficiente e entrar em outra relação vai descobrir que JAMAIS encontrará uma relação onde o amor não seja a base da tolerância, a não ser, claro, se isso for um casamento de interesses, e de negócios… Dificilmente você irá conhecer uma pessoa no namoro, acho bem melhor você analisar os valores desta pessoa e ficar preparado para vir tempestades na sua vida, a vida não é um mar de rosas meu amigo, e defeitos você tem hoje, e adquire mais ainda conm o tempo e até se surpreende, porque nem você mesmo se conhece… rss.. Fique com Deus…

      2. Não acredito que me contradigo, Vanessa. Eu não estou discutindo no texto o tema “casamento”, mas sim relacionamento. Um namoro é um relacionamento. E as próprias citações que coloco no texto (de outros autores) estão focadas em dizer que você tem que se dispor em conhecer mais e mais o seu parceiro. Além do mais, eu e você sabemos muito bem que hoje as pessoas se conhecem no sentido físico, mas muito pouco das emoções, do caráter e da família do futuro marido, da futura esposa. O texto tem essa proposta: sustentar a necessidade de conhecer (e muito bem), antes de se entregar ao outro.
        E, claro, você tem razão ao dizer que ninguém vai conhecer totalmente o outro. Mas pelo menos deve se esforçar para isso.

      3. E quem não crê em Deus Vanessa, não pode amar? Existem pessoas no mundo que se quer tem conhecimento da doutrina cristã. E essas pessoas, não sabem amar? O mundo é bem grande e nem sempre podemos fazer as malas e sair por aí conhecendo outras culturas, mas informação não ocupa espaço Vanessa.

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