Silas Malafaia e os homossexuais: ele tem direito de falar o que pensa?

Bom seria se as pessoas  aceitassem que a vida pode ser simples
Bom seria se as pessoas aceitassem que a vida pode ser simples

Ele é um chato. Um chato típico. Enquadra-se perfeitamente no perfil que retratei no blog. Muitas vezes, fala bobagem. Há muito, deixou de ser essencialmente um pastor. Virou celebridade. Mas ainda assim, ele tem direito de dizer o que pensa.

No país do “politicamente correto”, tem gente pedindo a cassação do registro de psicólogo de Silas Malafaia. Até uma campanha foi criada na internet. Tudo por que o líder da Igreja Assembléia de Deus diz que pode “reorientar” homossexuais e ajudá-los a se tornarem heterossexuais.

A briga do pastor com os gays é antiga. Malafaia é tido como homofóbico.

Cá com meus botões, não gosto do enfrentamento feito pelo pastor. Acho que ele só produz espetáculo. A postura de Malafaia não ajuda os evangélicos (cria ainda mais preconceito), não esclarece o público cristão sobre as questões de gênero e muito menos aproxima homossexuais da fé cristã.

Entretanto, por mais questionáveis que sejam as atitudes desse líder religioso, ninguém pode negar a ele o direito de dizer o que pensa. Um dos princípios democráticos é a liberdade de expressão. Por mais agressivo que seja, Malafaia não incita à violência. Sua agressividade é verbal. É focada no comportamento e na religião. Ele defende seus princípios e crenças. Faz isso, na minha opinião, de maneira torta, até discriminatória. Entretanto, tem direito de expressar-se. Como tem o dever de responder judicialmente caso extrapole os limites do respeito ao outro.

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Envelhecer é imperativo

espelho

As pessoas, na televisão, envelhecem, mas seguem tão lindas que me sinto péssima. Tenho até vergonha de me olhar no espelho.

O comentário é de uma leitora. Recebi dias atrás no Facebook. Pensei nela… Pensei em mim e concluí:

– É por isso que evito o espelho.

O espelho é cruel. Diante dele, nos sentimos péssimos. É uma ruga aqui, outra ali. Uma mancha nova na pele. E se nos despimos… socorro!!! Não faltam imperfeições.

Os homens geralmente são mais tranquilos. Não todos, é claro. Têm muitos deles vaidosos demais. Ficam preocupados com uma espinha no rosto. Porém, historicamente, as mulheres sofrem mais. Você conhece uma mulher plenamente satisfeita com o corpo? Difícil, né?

Pior que as supostas imperfeições é o efeito do tempo. Raramente gasto tempo me olhando no espelho. Claro, faço o básico: arrumo os cabelos, passo um hidratante, ajeito sobrancelha, pelinhos do nariz… Mas não dá para ficar medindo as rugas e manchas.

Dia desses, porém, enquanto minha filha brincava comigo, levei um susto. Estávamos próximos de um espelho. Não me reconheci. O rosto não parecia meu. O que aconteceu? Bem, não dá para sair correndo. Nem voltar no tempo. As marcas de expressão estão todas aqui para não me deixar esquecer o movimento contínuo da vida. E que o envelhecimento é realidade para todos nós.

Não diria que é divertido ver as marcas do tempo estampadas no corpo. O tempo é cruel.

Vivemos sob o império da beleza. Na televisão, no cinema, nas revistas – e até nas redes sociais -, a imagem única é da juventude. Ela é onipresente.

É difícil aceitar o efeito do envelhecimento, principalmente porque rostos e corpos perfeitos parecem ser a identidade histórica dessa sociedade midiatizada. E o efeito da comparação é devastador. Afunda a autoestima. Na mesma medida, alavanca a indústria de cosméticos, as academias de ginástica, clínicas de estética e de cirurgias plásticas. Instigadas pela aparente perfeição desfilada nas telas do cinema, na televisão, nas revistas, as pessoas apostam em qualquer novidade que prometa retardar o envelhecimento. Estica, puxa… Cosméticos, nutrição, exercícios… Porém, envelhecer é imperativo. O que a mídia mostra apenas ilude. E gera frustração. Torna ainda mais doloroso o processo de aceitação.