Dengue: a culpa é do vizinho

Bichinhos domésticos ajudam na proliferação do mosquito
Bichinhos domésticos ajudam na proliferação do mosquito

Recebo por aqui leitores de todo Brasil. Então, não sei qual é a realidade de sua cidade. Entretanto, nas regiões Norte e Noroeste do Paraná, a situação da dengue preocupa. Multiplicam-se os casos da doença. Os mosquitos estão voando por aí livres, leves e soltos. E a combinação chuva e calor é perfeita para proliferação do aedes aegypti.

Como nem sempre a gente consegue identificar se é pernilongo ou mosquito da dengue, vivo em alerta. Lá em casa, todo mundo vive preocupado. Dias atrás, numa única noite, matamos uns 50 deles. É sério. A molecada fez a “contabilidade dos defuntos”.

Mas… o que me chama a atenção quando o assunto é dengue é a nossa atitude diante do problema. Acho que todo mundo sabe bem o que fazer para combater o mosquito. Então, por que eles estão por toda parte? 

Sei que muita gente fica esperando o “fumacê” – aquele veneninho chato que os carros da Secretaria de Saúde espalham pelos bairros. Entretanto, trata-se de uma ação tão limitada que deveria ser a menos cobrada pela população.

Cá com meus botões, entendo que, embora o poder público seja agente fundamental, boa parte da responsabilidade é nossa. Ou do nosso vizinho, né? Porque tem sempre alguém que esquece de fazer o dever de casa. Não é difícil notar pratinhos com água debaixo dos vasos de plantas na casa do vizinho,  pneus e garrafas no quintal… E até piscinas descobertas, sem uso. Mas é sempre na casa do vizinho, né?

O problema é que o vizinho, às vezes, somos nós. Ter animal doméstico, por exemplo, contribui para o problema. Ele é fonte de alimento para os mosquitos. Mas um monte de gente ignora isso (não, não estou falando pra sumir com o cachorro, mas repelente no bicho pode ajudar).

Bom, o texto não tem a proposta de oferecer respostas. Nem fazer uma grande reflexão sobre o assunto. Apenas estou incomodado com o assunto. Em Maringá, já vivemos uma epidemia de dengue anos atrás. E estamos caminhando para isso novamente (dobramos o número de casos nesta semana). Infelizmente. E, de novo, noto que a epidemia começa em nossas casas. 

Não quero fazer parte do seu grupo

Grupos deveriam representar interesses comuns
Grupos deveriam representar interesses comuns

A frase aí em cima resume tudo. Pronto. Fim de papo.

Bom, deixa eu explicar. Entre as inúmeras possibilidades do Facebook está a criação de grupos. Eles representam, ou deveriam representar, interesses comuns. 

Na faculdade, por exemplo, cada turma cria um grupo fechado. Por ali, conversamos entre nós. Trocamos recados, informações, compartilhamos conteúdos. Facilita bastante. Lembro que, antes do Face, para enviar um recado coletivo, precisava ter o email de todo mundo. Nem sempre funcionava. Alguém sempre ficava de fora. Com a rede, a gente resolve as coisas mais rapidamente. E ainda sabe quem visualizou a mensagem publicada.

Entretanto, a proposta de formação de grupos acabou virando uma encheção de saco. É sério. Fico irritado. Todos os dias sou incluído em algum grupo novo. Tem de tudo. Oferta de produtos, sugestão de presentes, debates políticos… Enfim, para todos os gostos e desgostos. O que incomoda é a ausência total de critérios. Alguém, sabe-se lá quem, tem a ideia, dá um nome e sai adicionando todos os contatos que tem na rede. Faz isso de maneira unilateral. Não pergunta, não consulta. 

E, pelos critérios da rede, a gente se vê obrigado a desativar as notificações ou fazer a própria exclusão. Do contrário, passa a receber notificações de postagens todos os dias. Uma chatice sem fim.

Sinceramente, não sou contra os grupos. Porém, defendo que os usuários da rede tenham bom senso. Está a fim de abrir um espaço específico para divulgar algo ou discutir determinado tema? Perfeito, faça isso. Mas veja quem são as pessoas que pretende incluir. E faça o favor de comunicá-las. Diga quem é. O que pretende. Explique a proposta.

Pode não parecer muita coisa, mas isso é respeito ao outro. Além disso, talvez você não consiga tantas pessoas para o grupo, mas pelo menos terá mais chance de ter maior participação e atingir os objetivos propostos.