Comprar pela internet é um bom negócio

comercio

Enquanto navegava vendo algumas notícias, encontrei um anúncio de vendo online de óculos de grau. Dá para escolher a armação pela rede, fazer simulações de como fica no rosto usando um aplicativo e até existe um serviço “grátis” para quem deseja provar em casa. A pessoa escolhe quatro modelos, recebe em casa e, se ficar com uma delas, não tem custo algum. Tudo fácil e rápido.

Não sei se compraria um óculos pela internet. É algo bastante pessoal e o bacana é experimentar um, dois, três, dez… cinquenta. Tudo com muita calma. De preferência, não fechar no mesmo dia para testar “humores” diferentes.

Ainda assim, gostei da novidade. Na verdade, acho o máximo comprar tudo pela internet. Facilita a vida da gente, evita filas… E está cada vez mais rápido e barato. Mesmo existindo certos riscos, se souber comprar, dá para fazer bons negócios.

Dias atrás, por exemplo, procurava um tablet. Nas lojas virtuais, achei uma infinidade de opções. E todas com parcelamento até 12 vezes, sem juros. Para me assegurar que comprar pela internet era a melhor alternativa, fui dar uma espiada no comércio. Fiquei surpreso. Numa mesma empresa que tem loja na cidade e sistema de venda pela internet, os preços são diferentes e as opções de pagamento, também. Além disso, numa das empresas, enquanto no site havia pelo menos 10 marcas diferentes, na loja, apenas duas.

Fiz a compra pela rede. Embora não tenha levado o produto na hora para casa, não tive dificuldade alguma com a loja virtual. Claro, escolhi uma empresa bem avaliada, conhecida. E, com isso, recebi antes mesmo do prazo final de entrega. Durante a espera, todos os “passos” – desde aprovação do pedido até remessa para a transportadora – foram comunicados por email.

Não é a primeira vez que compro pela internet. Livros, por exemplo, só adquiro em livrarias se estão em promoção. Na web, sai mais barato e dá para parcelar. 

Também tenho vontade de pedir roupas, calçados… Apenas não me sinto completamente seguro em função da qualidade do tecido, tamanho etc etc. Equipamentos e livros são mais fáceis. Se você conhece, sabe bem o que estará recebendo. Em algum momento, sonho não ter que encarar mais vendedores mal humorados, filas para cadastro, filas para pagamento… E nem ficar sendo “empurrado” de um funcionário para outro quando desejo trocar um produto. Supermercado então? Nem nos pesadelos.

E nem se trata de não querer sair de casa; apenas de ter tudo ao meu alcance – a um clique. Facilidade. Só isso. 

Sabe, não dá para dizer que o comércio de rua, em que há interação presencial entre cliente e empresa, vai acabar. No entanto, parece-me que a tendência é de crescimento das compras virtuais. Em 2012, por exemplo, foram vendidos mais de R$ 24 bilhões em produtos pela rede. Em média, o e-commerce cresce 30% ao ano. Nenhum outro segmento amplia tanto seus negócios ano a ano. 

Talvez por isso, algumas empresas não param de investir. A Netshoes, por exemplo, já se prepara para ter uma atuação global. A Casas Bahia começa a vender no mobile… E esta, por sinal, é outra tendência: as pessoas “levam” consigo a internet por meio de smartphones, tablets… Muita gente já não quer parar para fazer suas compras. Compra em “movimento”. Se achar algo legal enquanto navega no celular, mesmo dentro de um ônibus, ela quer ter a chance de decidir e fazer o pedido ali mesmo.

E a tendência é mundial. A China projeta vender neste ano US$ 260 bilhões neste ano. Quer dizer, não sou apenas eu que penso frequentar cada vez menos as lojinhas da cidade e escolher o que quero na web.  Também por isso, quem tem uma boa ideia de comércio – ou já tem um negócio na cidade – não pode ignorar o potencial de sucesso de ter pelo menos uma “filial” no mundo virtual.

 

 

A pornografia e o relacionamento II

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Disse aqui num dos meus anteriores que não me agrada a ideia de responsabilizar a parceira (ou o parceiro) pelo consumo de pornografia, sexo virtual etc. Entretanto, não dá para ignorar que há situações em que o vício é resultado de uma relação doentia, na qual uma das partes está insatisfeita e encontra na rede o espaço ideal para fugir da realidade.

Porém, antes de tratar disso, uma coisa fundamental a considerar é o prazer que fotos, cenas de sexo ou mesmo um striptease podem proporcionar. Algumas estruturas cerebrais, estimuladas por essas imagens, disparam a produção de dopamina. A dopamina “invade” várias áreas do nosso cérebro e causa uma sensação de prazer tão poderosa que é quase impossível ter autocontrole. Por isso, ainda que exista um mecanismo de censura, que diga que tal comportamento faz mal para o romance, nunca é simples abandonar o hábito.

Mas… voltando.

Relacionamentos frustrados na intimidade podem levar uma das partes a consumir sexo na rede. Como disse, não gosto dessa ideia:

– Ela é culpada, porque passa semanas sem fazer amor comigo.

Não acho que a suposta falta de um justifica o comportamento do outro. Quem resume seus comportamentos as falhas do parceiro sempre vai encontrar motivos para agredi-lo. Ainda assim, entendo que o relacionamento deve ser tão bom a ponto de haver abertura para o diálogo, para que os desejos sejam realizados na intimidade do casal. Quem é cheio de “não me toques”, como dizia meu pai, vai ter dificuldade para ser e fazer feliz na cama.

Mais que brigar porque o parceiro fica horas diante do computador, será que já tentou levá-lo para o quarto? E sem pijama listrado e calçola de vovó? Já explicou que faz sofrer? Já procurou saber do que ele sente falta?

Sexo garante vida ao romance. É uma das bases do relacionamento.

Principalmente dentro do casamento, muita gente deixa de privilegiar os prazeres da intimidade, colocando-os para depois do depois… Isso gera insatisfação. E fugas.

Portanto, sem sair culpando um ao outro, assumir cada um sua responsabilidade e dialogar, é uma das estratégias para viver melhor também debaixo dos lençóis.

Na segunda, uma música

Há amores que parecem viciantes. Não basta relacionar-se, há uma sensação que transcende, que gera uma espécie de dependência.

Você me chama, e eu caio aos seus pés
Como alguém poderia pedir mais?
E o nosso tempo separados é como uma faca em meu coração

Por isso, quando por alguma razão o romance termina, ou há um distanciamento, perde-se o rumo, até mesmo a razão.

Tentar não precisar de você, está acabando comigo
Não é possível ver o lado bom, aqui no chão
E eu continuo tentando, mas eu não sei para quê
Porque tentar não te amar
Só me faz te amar mais

Talvez isso possa até não fazer sentido pra muita gente. Algumas pessoas conseguem viver um romance calmo; quase racional. Entretanto, num tempo em que tudo precisa ser intenso demais pra ser bom, a dor também machuca mais.

Esse tipo de dor, só o tempo pode levar embora
Por isso que é difícil deixar você ir
E não há nada que eu consiga fazer sem pensar em você

A música de hoje, “Trying not to love you“, da banda canadense Nickelback, fala de um amor assim. Entretanto, mais que a canção, que é gostosa de ouvir, o clipe é um “caso à parte”. Por meio das imagens, conta quase uma outra história. É agradável de ver, é envolvente, divertido.

Portanto, fica aqui o convite: para ouvir e ver.

Um pedido de desculpas cai bem

desculpa

Errar… todo mundo erra. Mas nem todo mundo tem disposição para pedir desculpas. E quando faz isso, nem sempre é de coração, com arrependimento.

Sabe, reconhecer o erro e verbalizá-lo deveria ser prática recorrente em todo relacionamento. Não somos perfeitos, magoamos – inclusive as pessoas que amamos. Na verdade, as pessoas que mais amamos são geralmente o alvo primeiro de nossas agressões, de palavras que ferem, de atitudes que decepcionam. Por isso, admitir que falhou faz parte da reconstrução diária do romance.

Não dá pra ir levando… Quer dizer, até dá, porém as mágoas vão se acumulando. Com o tempo, provocam a separação. Nem sempre de corpos, mas de coração.

Mas por que a gente não quer pedir desculpas?

Porque queremos nos sentir “no controle”. Pedir desculpas parece nos rebaixar. Reconhecer que erramos parece significar que estamos acima do outro… Que desculpar-se é admitir que não somos perfeitos. Ao não pedirmos desculpas minimizamos nosso erro. O discurso implícito é:

– Não foi nada demais. O outro é quem exagerou. É sensível demais!

Quem pensa assim não respeita o coração do outro. Desmerece os sentimentos. Às vezes chega a achar que  o parceiro é quem deveria mudar. Ele é quem tem que entender. Ser menos “fragilzinho”.

Não dá pra viver bem assim. Ignorar a importância deste ato tão singelo é reforçar o egoísmo, o orgulho. Quem foi ferido, espera por um carinho.

Humilhar-se, desculpar-se e acrescentar ao pedido algumas palavras que reforcem o quanto o outro é importante para nós faz parte do investimento diário que se faz no romance. É colocar o amor em prática. 

A pornografia e o relacionamento

Vale a pena investir no relacionamento
Vale a pena investir no relacionamento

O texto anterior suscitou uma outra discussão: o que fazer se o parceiro gosta de pornografia? Se faz parte do grupo de homens que até paga por um striptease virtual?

Não acho justa a afirmação de que se o homem passa horas no computador vendo mulher pelada, ou cenas de sexo, a culpa é da esposa/namorada. Muitas vezes, o problema é todo dele. Ela pode fazer mágica na cama e ainda assim o sujeito vai seguir insatisfeito e consumindo esse tipo de conteúdo.

Entretanto, isso não significa que o assunto não mereça uma boa conversa. Dificilmente o casal vai ter um relacionamento saudável, feliz, bem equilibrado, pleno se uma das partes mantiver esse tipo de hábito.

Não diria que é uma forma de traição. Entretanto, não faz bem. Alguém se machuca. Sente-se preterido, rejeitado. A pessoa sente-se trocada por uma imagem.

Ver pornografia, cenas de sexo – ou strip na rede – quase sempre distancia o casal. Isso só não acontece quando se faz de “comum acordo” (mesmo assim, não recomendo).

Quem consome esse tipo de conteúdo, leva para a cama uma realidade outra que interfere, que afeta o desempenho, cria expectativas distorcidas e, por isso, acaba por gerar frustração e mágoa. É como se uma terceira pessoa dividisse a intimidade.

Por isso, entendo que quem vive essa realidade, sofre por isso, deve ter uma conversa franca com o parceiro. Revelar o que sente, abrir o coração e pedir que o outro se expresse. É necessário ter disposição para ouvir o que não gostaria de ouvir. Ainda assim, é fundamental saber quem é a pessoa com quem está dividindo mais que um lugar na cama, está dividindo uma vida.

E se o hábito é mantido às escondidas, vale repensar… Não acho que seja preciso sair se confessando. Porém, é fundamental entender o que motiva gastar tempo – e até dinheiro – com pornografia, sexo virtual etc. Depois, ter uma boa conversa com a parceira (parceiro), falar sobre o que gostaria de experimentar na intimidade. Se a intenção é viver bem o sexo na vida real (com corpo de verdade, cheiro, gosto, toques…), é preciso romper com os tabus. Expor-se; aceitar mudar e inovar.

PS- O assunto vale um outro texto para falar sobre comportamentos que podem motivar a fuga do parceiro para a pornografia, sexo virtual etc. 

Sexo virtual é ilusão

sexo

Mesmo quando proibido, condenado pela igreja, o sexo sempre exerceu forte atrativo sobre os homens.  Há quase uma obsessão. Por isso mesmo, até a prostituição foi tolerada. O clero apontava ser pecado, mas fingia não ver as escapadas dos maridos infiéis.

Com a revolução sexual ocorrida principalmente após os anos 1960, os prazeres foram permitidos para homens e mulheres. Muita coisa mudou. E as tecnologias acabaram facilitando a abordagem, os novos contatos e, principalmente, as relações virtuais.

Hoje já existem equipamentos que permitem o sexo virtual – com sensações reais. O sujeito usa um aparelhinho aqui e, do outro lado, tem alguém com outra maquinha. Pronto. É só “brincarem”. Mesmo sem pele, gostos, cheiros… é possível relacionar-se sexualmente com outra pessoa. 

Entretanto, bem mais comum são a pornografia e os striptease pela rede. Não são raros os casos de mulheres que ganham a vida se exibindo pela internet. Atrás de uma tela, homens e mulheres pagam por sessões que duram de 10 a 30 minutos.

Vi que era muito prático. O cliente já paga na hora, online, e eu faço o que ele pedir. Como a demanda está grande, até aumentei o valor.

O depoimento é de uma stripper. Ela faz entre 10 e 15 shows por dia. Fatura mais que muita gente que trabalha o mês inteiro. Sem sair de casa, exibe-se diante de uma câmera. E atende os pedidos dos clientes. Tudo combinado antecipadamente, e pago com cartão de crédito.

Sabe, como sempre digo, cada um faz de sua vida o que quer. E gosto é gosto. Entretanto, não dou conta de entender a disposição de pagar por striptease virtual. Muito menos por conteúdo pornográfico.  Para mim, sexo é mais que prazer, é um encontro de almas. Não se faz por dinheiro, não se faz apenas por tesão. Sexo experimenta-se, vive-se na sua plenitude com gente de verdade, com quem se ama.

Sexo virtual é ilusão. 

Entendo que existem pessoas frustradas, que não têm o que gostariam. São frustradas na cama e na vida. Porém, que gosto tem ver e não poder tocar? Que prazer existe em relacionar-se sem alma, sem envolvimento?

Parece-me uma outra forma de frustrar-se. Após o show de imagens, as reações do corpo, o coração segue vazio. Não tem o real. Não tem ninguém de verdade.

É verdade que alivia o desejo imediato. É verdade que até ajuda a reduzir o estresse. Mas após aqueles minutos de prazer não há alguém com quem dividir um sorriso, um comentário gostoso sobre o que acabou de acontecer… Não tem cumplicidade, intimidade. Não tem vida. É sexo morto, descartável, esquecível. 

Escolinha de pais

As crianças são maravilhosas, mas educá-las dá trabalho
As crianças são maravilhosas, mas educá-las dá trabalho

Acho que a gente precisava de muitas escolinhas… Pra tudo na vida. Entretanto, uma das mais urgentes seria para os pais. Estudamos para concurso, para nos tornarmos profissionais numa determinada área, fazemos treinamento até para atender o telefone, mas ignoramos a importância de nos prepararmos para educar filhos.

Digo isto porque vejo coisas que me deixam de “cabelo em pé”. A molecadinha dá trabalho, é verdade. Mas quem disse que criar filho é fácil? Ainda mais nos dias em que vivemos. É difícil e requer muita energia. Por isso, quem quer vida fácil não deveria tê-los.

A maioria das pessoas acha que sabe educar. Pensa que é só repetir o que os pais e avós acertaram, evitar aquilo que erraram e a “receita do sucesso” está pronta. Esse é um grande engano. Ignora-se que a realidade histórica é outra. Cada dia é diferente. Cada ambiente traz novas exigências e, por isso, igual a qualquer profissão, ser pai também exige atualização. Por isso, insisto que deveríamos ter escolinha para os pais. Com presença mínima obrigatória e nota de aprovação no final do curso. Não aprovou? Volta pra sala de aula. Enquanto não passa, não faz “festinha” em casa.

Falando sério…

Sei que os pais não fazem por mal. Porém, são responsáveis pelas bobagens cometidas pela criançada, porque não estão dispostos a aprenderem a educar. Os problemas começam desde cedo. Dias atrás, escrevi aqui sobre não colocar a criança na cama do casal. Mas tem muito mais… O que dizer dos pais que não podem ouvir um chorinho do bebê e já o pegam no colo?

E daqueles que preferem as comidas prontas a preparar as primeiras frutinhas, cozinhar legumes, amassar os cereais na fase da introdução aos alimentos?

E a hora de tirar a fralda? Tem pais que brigam com as crianças, humilham… como se elas tivessem nascido “programadas” para, aos dois ou três anos, saberem ir ao banheiro sozinhas.

Outra coisa que me assusta e incomoda bastante é a falta de respeito que se instala entre pais e filhos. Pai que grita com filho vai receber tratamento igual. Foi treinado, teve “escola”, aprendeu assim. Também não entendo o que há de “bonitinho” em deixar o baixinho bater no rosto da mãe, do pai… É engraçado? Nenhum pouco. Está errado. Não pode deixar. A criança bate? O educador contém, segura a mão, fala mais firme. E faz isso quantas vezes forem necessárias. O pequeno não sabe direito o que está fazendo. Mas se as pessoas acham graça, repete o feito.

Sabe, o processo de educar é desgastante. Cansativo, eu diria. Por vezes, é mais fácil deixar a molecadinha “solta”. Transferir a responsabilidade para a escola. Ou culpar o marido, a esposa, a vó… Mas quando alguém tem um filho pressupõe que fez uma escolha. É necessário abrir mão de alguns confortos e, principalmente, empenhar-se no processo de preparar aquele novo ser para o mundo. E nada que a gente faz sem dedicação dá certo. Com os filhos, não é diferente. Por isso, estudar, entender de gente e como funciona a cabeça da molecadinha são os primeiros passos para obter bons resultados.

Na segunda, uma música

A canção de hoje é bastante lembrada pelo refrão… A parte “forte” da música, digamos assim. Entretanto, quando Tim Maia cantava, trazia frases belas e de grande profundidade. Veja que lindo:

De repente a dor
De esperar terminou
E o amor veio enfim
Eu que sempre sonhei
Mas não acreditei
Muito em mim

Vi o tempo passar
O inverno chegar
Outra vez mas desta vez
Todo pranto sumiu
Um encanto surgiu
Meu amor

É verdade que nem todo mundo pode dizer que, depois de um período de dor e incerteza encontrou um grande amor. Entretanto, quando o amor acontece, a vida parece ganhar novos contornos. Até o riso brota mais fácil. Às vezes tudo é tão novo e surpreendente que nem dá para acreditar. A gente acha que não merece. Mas aquela pessoa incrível vai ficando, ficando… ocupando todos os espaços. Ela é real.

Você
É mais do que sei
É mais que pensei
É mais que esperava

Você
É algo assim
É tudo pra mim
É como eu sonhava

Bom demais quando é possível viver um amor assim. Quem experimenta um relacionamento pleno, sente-se completo. É como se tivesse encontrado sua metade. Pode dizer fácil, fácil…

Sou feliz agora

Então, vamos ouvir? Na voz de Tim Maia, a canção “Você”.