Inveja do que tenho, do que sou

Ser livre também é um exercício diário para superar a inveja
Ser livre também é um exercício diário para superar a inveja

A inveja é uma das coisas mais nocivas nas relações. Faz mal para quem sente, faz mal para quem é alvo. A  inveja machuca, afasta, separa. A inveja corrói e, por vezes, persegue. 

Na definição, significa sentir uma profunda tristeza por algo que o outro tem e você não tem. Entretanto, na prática, se traduz em muito mais que isso. Quem inveja também cobiça. E não satisfeito, muitas vezes deseja tirar do outro aquilo que ele não pode possuir. 

E nem sempre tem a ver com objetos. Tem gente que deseja a vida do outro,  a mulher do outro, o prestígio e o carisma do outro. Curiosamente, alguns invejosos parecem ter tudo que precisariam para ser felizes. Ainda assim, sofrem e ambicionam o que não lhes pertence. É como se a pessoa tivesse 100 dos 100 melhores e mais belos diamantes da terra, mas aquela pedrinha que foi encontrada hoje por um mineiro anônimo, algo que nem possui grande valor (sequer foi lapidada), também precisasse fazer parte de sua coleção. 

No trabalho, não é raro ver gente que ocupa funções de diretor, já conquistou tudo na vida, tem o maior salário… e ainda assim se incomoda quando um colega iniciante foi escolhido para uma função que acha que deveria ser dele.

Na família, tem aquele que se sente pressionado a fazer uma viagem para o exterior só pra ter o que contar, pois o parente abastado viajou para o Nordeste e voltou cheio de novidades. O sujeito fica endividado, mas não pode suportar o sucesso alheio.

E tem aqueles que precisam perseguir, prejudicar, porque o outro é mais querido, mais simpático, tem um monte de amigos. Gente, chegamos ao ponto de alguns se incomodarem porque o outro tem mais “amigos” no Facebook, recebe mais comentários, curtidas nas postagens.

Olha isso:

– Pesquisa aponta que um terço dos usuários se sente mal ao acessar a rede

A pesquisa foi divulgada no início do ano e foi feita por uma universidade alemã. O estudo mostrou que um monte de gente sente raiva, sozinha e frustrada quando abre o Facebook.  A pessoa se sente infeliz, se sente pior, insatisfeita com a própria vida. 

Sabe, eu não diria que inveja tem cura. Acho que todo mundo já experimentou esse sentimento em algum momento. Entretanto, seja no trabalho ou nos relacionamentos (tem gente que inveja a mulher perfeita e gostosona do outro; o marido simpático e bonitão…), precisamos aprender a respeitar as conquistas alheias. Reconhecer que, para além das aparências, todos possuem problemas, limitações. E nunca teremos tudo que desejamos.

Se alguém tem algo que a gente não gosta, ainda que ache que a vida foi injusta com ele e a gente mereça mais, é fundamental conter-se, aceitar… Transformar a inveja em sentimento construtivo, reavaliando nossas próprias conquistas e potencializando nossos valores a fim de nos tornarmos pessoas melhores, para nós mesmos e para as pessoas que amamos. Afinal, é isso que realmente importa.

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