Parceiros dominadores

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As relações precisam de equilíbrio. Respeitar o outro também significa aceitar a diferença e garantir espaço para que o outro tenha vida própria. Mais que isso, permitir que a pessoa amada seja ela mesma, tenha direito de opinar, decidir – e até “quebrar a cara”.

Relação é troca. É feita sim de concessões, mas um não pode se sobrepor ao outro.

Isso não é fácil. Durante muitos anos, os homens – pelo simples fato de serem homens – não permitiam o equilíbrio. Eram dominadores. Com a ascensão da mulher, isso mudou muito. Entretanto, onde existe relacionamento há o risco de dominação.

A dominação nem sempre se dá no grito, na força. Por vezes, é exercida pela manipulação psicológica. Uma das partes assume o controle, guia o outro. Torna-se o cérebro da relação. É quem pensa pelo casal. É ele que sabe, que tem a experiência, que pode decidir.

Às vezes, essa condição é conquistada pela admiração que o outro tem pelo dominador. Outras vezes, pela idade (quando um dos parceiros é mais velho, mais vivido). Ainda pode ser pelo status econômico, social e até mesmo intelectual.

Na dinâmica do relacionamento, pode acontecer naturalmente. Sem ter sido imposto ou desejado. No convívio, as coisas vão acontecendo, acomodando-se. E se o casal não faz com frequência uma análise do que vivem a dois, aos poucos, uma das partes pode anular-se.

Há também ocasiões em que o dominador acredita ser superior. Estar acima da capacidade do outro. Esse perfil é ainda mais nocivo. Nesses casos, como diz um autor:

O dominador nem mesmo acredita que os outros sejam capazes de ter uma opinião interessante.

E isso é péssimo para o relacionamento, já que a vítima sofre bastante, e perde o respeito próprio, a autoestima.

Entretanto, independente de como se estabelece, a parte “fraca” não tem benefício algum.

O dominado se torna dependente, experimenta dia após dia o empobrecimento da personalidade, desenvolve a passividade, deixa de fazer escolhas, não toma decisões e não exerce a criatividade. Ou seja, deixa de viver.

Pior, tem grande dificuldade de romper com a dominação. Geralmente acha que merece as condições que vivencia. Acredita ser de fato incapaz. Parece carecer do outro até para respirar.

Para não experimentar essa realidade, a melhor estratégia ainda é evitá-la. Tão logo a pessoa perceber traços de manipulação, deve discutir a dinâmica do relacionamento e manter-se em alerta para não perder o controle da situação. Se está mergulhado no problema, precisa voltar a acreditar em si mesma e reconhecer seu valor. Se não der conta disso sozinha, tem que procurar ajuda (inclusive profissional), pois um romance assim nunca fará bem. Muito menos tem condições de ser feliz.

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2 comentários em “Parceiros dominadores

  1. esse texto tem tudo haver com oque estou vivenciando antes mesmo de me casar.me ajudou a ter orientações precisas,esta sendo muito útil para minha decisão.

  2. Casamentos simbióticos

    A explicação para que as mulheres submissas, sem força mental, do tipo “deixa a vida me levar”, que acredita no “seja como Deus quiser”, ou que em vez de construir o seu futuro apena se agarra nos pais…
    Reclamam, ou até mesmo choram, porem continuam convivendo com o homem que a usaria, no pior sentido da palavra usar…
    Estaria no fato de que a sofrida mulher em questão sendo um individuo sem muita força mental, precisaria juntar a sua fraca genética com a de algum outro individuo bem mais forte…

    Pois só assim ela conseguiria melhorar rapidamente as suas péssimas características; até porque, o marido que passa a vida abusando da sua companheira pode não ser o que a frágil mulher DESEJARIA da vida, mas certamente seria o ela PRECISARIA…

    Por instinto, e pelo costume de seguir o líder, as mulheres desqualificadas ou submissas sabem que precisam dos genes mais dominantes que só os cafajestes carregam…
    E que a única opção que permite melhorar a sua frágil carga genética seria ela tentar viver em paz com o seu parceiro dominador, ainda que isso tenha um preço caro, e seja muito penoso…

    Pois no caso em tela não se trataria de uma relação normal, mas sim, de uma simbiose, onde o mais fraco se sacrificaria em prol da melhoraria genética emocional dos seus descendentes.

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