Escolinha de pais

As crianças são maravilhosas, mas educá-las dá trabalho
As crianças são maravilhosas, mas educá-las dá trabalho

Acho que a gente precisava de muitas escolinhas… Pra tudo na vida. Entretanto, uma das mais urgentes seria para os pais. Estudamos para concurso, para nos tornarmos profissionais numa determinada área, fazemos treinamento até para atender o telefone, mas ignoramos a importância de nos prepararmos para educar filhos.

Digo isto porque vejo coisas que me deixam de “cabelo em pé”. A molecadinha dá trabalho, é verdade. Mas quem disse que criar filho é fácil? Ainda mais nos dias em que vivemos. É difícil e requer muita energia. Por isso, quem quer vida fácil não deveria tê-los.

A maioria das pessoas acha que sabe educar. Pensa que é só repetir o que os pais e avós acertaram, evitar aquilo que erraram e a “receita do sucesso” está pronta. Esse é um grande engano. Ignora-se que a realidade histórica é outra. Cada dia é diferente. Cada ambiente traz novas exigências e, por isso, igual a qualquer profissão, ser pai também exige atualização. Por isso, insisto que deveríamos ter escolinha para os pais. Com presença mínima obrigatória e nota de aprovação no final do curso. Não aprovou? Volta pra sala de aula. Enquanto não passa, não faz “festinha” em casa.

Falando sério…

Sei que os pais não fazem por mal. Porém, são responsáveis pelas bobagens cometidas pela criançada, porque não estão dispostos a aprenderem a educar. Os problemas começam desde cedo. Dias atrás, escrevi aqui sobre não colocar a criança na cama do casal. Mas tem muito mais… O que dizer dos pais que não podem ouvir um chorinho do bebê e já o pegam no colo?

E daqueles que preferem as comidas prontas a preparar as primeiras frutinhas, cozinhar legumes, amassar os cereais na fase da introdução aos alimentos?

E a hora de tirar a fralda? Tem pais que brigam com as crianças, humilham… como se elas tivessem nascido “programadas” para, aos dois ou três anos, saberem ir ao banheiro sozinhas.

Outra coisa que me assusta e incomoda bastante é a falta de respeito que se instala entre pais e filhos. Pai que grita com filho vai receber tratamento igual. Foi treinado, teve “escola”, aprendeu assim. Também não entendo o que há de “bonitinho” em deixar o baixinho bater no rosto da mãe, do pai… É engraçado? Nenhum pouco. Está errado. Não pode deixar. A criança bate? O educador contém, segura a mão, fala mais firme. E faz isso quantas vezes forem necessárias. O pequeno não sabe direito o que está fazendo. Mas se as pessoas acham graça, repete o feito.

Sabe, o processo de educar é desgastante. Cansativo, eu diria. Por vezes, é mais fácil deixar a molecadinha “solta”. Transferir a responsabilidade para a escola. Ou culpar o marido, a esposa, a vó… Mas quando alguém tem um filho pressupõe que fez uma escolha. É necessário abrir mão de alguns confortos e, principalmente, empenhar-se no processo de preparar aquele novo ser para o mundo. E nada que a gente faz sem dedicação dá certo. Com os filhos, não é diferente. Por isso, estudar, entender de gente e como funciona a cabeça da molecadinha são os primeiros passos para obter bons resultados.

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2 comentários em “Escolinha de pais

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