A pornografia e o relacionamento II

casal19

Disse aqui num dos meus anteriores que não me agrada a ideia de responsabilizar a parceira (ou o parceiro) pelo consumo de pornografia, sexo virtual etc. Entretanto, não dá para ignorar que há situações em que o vício é resultado de uma relação doentia, na qual uma das partes está insatisfeita e encontra na rede o espaço ideal para fugir da realidade.

Porém, antes de tratar disso, uma coisa fundamental a considerar é o prazer que fotos, cenas de sexo ou mesmo um striptease podem proporcionar. Algumas estruturas cerebrais, estimuladas por essas imagens, disparam a produção de dopamina. A dopamina “invade” várias áreas do nosso cérebro e causa uma sensação de prazer tão poderosa que é quase impossível ter autocontrole. Por isso, ainda que exista um mecanismo de censura, que diga que tal comportamento faz mal para o romance, nunca é simples abandonar o hábito.

Mas… voltando.

Relacionamentos frustrados na intimidade podem levar uma das partes a consumir sexo na rede. Como disse, não gosto dessa ideia:

– Ela é culpada, porque passa semanas sem fazer amor comigo.

Não acho que a suposta falta de um justifica o comportamento do outro. Quem resume seus comportamentos as falhas do parceiro sempre vai encontrar motivos para agredi-lo. Ainda assim, entendo que o relacionamento deve ser tão bom a ponto de haver abertura para o diálogo, para que os desejos sejam realizados na intimidade do casal. Quem é cheio de “não me toques”, como dizia meu pai, vai ter dificuldade para ser e fazer feliz na cama.

Mais que brigar porque o parceiro fica horas diante do computador, será que já tentou levá-lo para o quarto? E sem pijama listrado e calçola de vovó? Já explicou que faz sofrer? Já procurou saber do que ele sente falta?

Sexo garante vida ao romance. É uma das bases do relacionamento.

Principalmente dentro do casamento, muita gente deixa de privilegiar os prazeres da intimidade, colocando-os para depois do depois… Isso gera insatisfação. E fugas.

Portanto, sem sair culpando um ao outro, assumir cada um sua responsabilidade e dialogar, é uma das estratégias para viver melhor também debaixo dos lençóis.

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2 comentários em “A pornografia e o relacionamento II

  1. Comentei no artigo anterior e nem sempre o vício é fruto de uma relação doentia. No meu caso por exemplo, a relação tem se tornado doentia por causa do vício do meu marido. Ele tem dificuldade até pra se excitar sem ver imagens pornográficas. Isso é saudável? Creio que não. Infelizmente, eu só descobri esse vício dele após o casamento.

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