Sem deixar a vida passar

vencer

Não acredito em fracassos permanentes. Acredito que há pessoas que se deixam afundar na derrota e desistem de lutar. Entretanto, quem olha para si e identifica os fatores que motivaram a perda consegue se erguer e tornar-se vencedor.

Pensava nisto enquanto lia a coluna “Meu erro”, da Época. O último entrevistado foi o técnico Tite, do Corinthians. Embora seja hoje um profissional respeitado e um dos melhores treinadores de futebol do país, ele admite: “falhei como técnico”.

Cheguei a pensar que encerrara minha carreira como técnico profissional. (…) Estava desempregado. Minha autoestima não era das melhores. (…) Pensava, todos os dias, no que tinha feito de errado.

Nos primeiros anos de trabalho, Tite fracassou. Mas a volta por cima aconteceu porque contou com o apoio da família e, principalmente, porque não perdeu a capacidade de olhar para si mesmo e aprender com os próprios erros.

Tentar encontrar o erro foi muito importante para mim e para minha carreira. Descobri que falhei como técnico. Percebi que não tive preparo suficiente (…). Faltava conhecimento sobre os jogadores e sobre como liderar uma equipe. A metodologia de trabalho era fraca. Era hora de estudar mais, de evoluir. Busquei todo tipo de aperfeiçoamento. Estudei.

Um dos grandes problemas de quem perde é transferir para o outro, transferir para o mundo a culpa. É mais fácil. Se a carreira não dá certo, o problema é do chefe; se a promoção não saiu, foi o colega que “puxou o tapete”. Se reprovou na faculdade; o professor é injusto; se o casamento acabou, o parceiro é que não soube amar.

A gente prefere não ver o que impede, o que está em nós e nos bloqueia. Não gostamos de reconhecer nossas limitações, nossas falhas, o que falta em nós. Optamos por lamentar e atribuir ao universo tudo de ruim que acontece, como se este conspirasse contra nós.

Acontece que a vida não é para os fracos. Não existem selecionados, escolhidos para vencer. Entretanto, os erros cometidos não são para ser lamentados, são caminhos naturais do aprendizado. Por isso, insistir no negativismo é retardar – ou abrir mão – o crescimento.

Como diz a música “Caderno”:

A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer?

A gente tem a escolha de refletir, aprender, corrigir a rota e fazer diferente. Ou estacionar e perder a chance de ser feliz.

O que você prefere: ter atitude ou encolher e deixar a vida passar?

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2 comentários em “Sem deixar a vida passar

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