Indústria da multa em ação

Foto: O Diário
Foto: O Diário

Existe uma lógica perversa na fiscalização do trânsito. Ela funciona em Maringá e na maioria dos municípios do Brasil. Diferente do que se propõe no discurso, as ações de agentes de trânsito, a presença de equipamentos em ruas e avenidas pouco estão ligadas à educação do motorista; por vezes, servem como fonte de arrecadação de recursos para os municípios.

É importante salientar: não se trata de agir de forma ilegal, que desrespeite o motorista. Quem é multado geralmente cometeu uma infração. A questão que discuto é a multa pela multa. Ou seja, sem função conscientizadora.

Lamentavelmente, na maioria dos casos a rotina dos motoristas não é alterada, porque não são constrangidos, orientados, disciplinados. Apenas, punidos.

Veja o caso de Maringá. Quem circula pelo centro da cidade vê todos os dias vários motoristas parando em fila dupla. Porém, quantos já notaram um agente de trânsito abordando esses condutores e os orientando a não atrapalharem o fluxo de veículos? Na verdade, essa é uma infração que não sofre a ação direta das autoridades do setor e raramente é passível de penalidade.

Por outro lado, é comum ver “guardinhas” nas esquinas “caneteando” motoristas desatentos que estão sem cinto ou falando ao celular. Ainda mais comum é o trabalho de notificação de condutores que estacionam sobre uma faixa ou local “proibido”. É o tipo de “multa fácil” – dinheiro garantido para o caixa da prefeitura.

Nessa quinta-feira, 27, por exemplo, agentes de trânsito “atacaram” veículos próximos da Catedral. Maringaenses, que tentam evitar problemas com o estacionamento regulamentado, há anos deixam seus carros por lá. Há áreas sinalizadas como proibidas. Entretanto, até mesmo funcionários da prefeitura param nesses pontos. É um “proibido não proibido”. Mas, sem avisar, os agentes passaram lá pela manhã e multaram todos. Claro, quem foi “punido” foi pra casa chateado. À tarde, porém, outras dezenas de veículos estavam nos mesmos locais – e sujeitos a ação do pessoal da Setrans. Na verdade, a prefeitura pode fazer um bom caixa só multando quem para no local. E dificilmente, sem uma campanha de orientação, os espaços ficarão vagos, pois o fluxo de carros na região – há grande demanda por vagas – é muito grande e sempre haverá um “desavisado” achando que pode estacionar naqueles lugares.

Como disse no início do texto, a lógica da fiscalização é perversa. Não diria injusta. Todo erro é passível de punição. Contudo, observa-se qual a motivação da política de trânsito pelas ações empreendidas. Em situações como essas o que vemos é a reprodução do que se convencionou chamar de “indústria da multa”. As punições afetam o bolso, mas não tocam o motorista. Não o sensibilizam. Ele passa a agir para evitar a penalidade, mas não muda o comportamento. Até pode estacionar corretamente, mas não deixará de avançar um sinal se não ver um “guardinha” ou uma câmera de vídeo.

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Educação: números envergonham, mas não surpreendem

Passou da hora de parar tudo e rever a proposta de educação brasileira
Passou da hora de parar tudo e rever a proposta de educação brasileira

Os números são chocantes, envergonham. Mas não são novidade. Retratam uma realidade que tenho discutido aqui há muito tempo: a educação no Brasil está na UTI. Entretanto, acho corajoso o governo brasileiro colocar no seu site oficial de notícias os dados pra quem quiser ver, ler, refletir, criticar, sugerir.

Pra quem está “caindo de para-quedas” neste texto, vou explicar.

A 2ª Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização, a Prova ABC, divulgada nessa terça-feira, 25, trouxe alguns números:

Cerca de 55% dos alunos que estão no 3º ano do Ensino Fundamental não sabem ler nem interpretar um texto de forma correta;
Apenas um terço dos alunos dessa mesma séria conseguem somar, subtrair e resolver problemas com notas e moedas.

É de ficar assustado? Não. Qualquer pessoa minimamente envolvida com educação sabe que este problema é real, conhecido. O estudo só traz dados, números que deveriam nos fazer pensar. Afinal, de quem é a culpa?

Resposta simples: de todos nós.

Os pais não acompanham a rotina dos filhos na escola, não cobram tarefas, não dão exemplo como leitores, não monitoram professores, não participam das decisões da direção e coordenação pedagógica…

Os professores não lêem, não se preparam para as aulas, se acham vítimas do sistema e reclamam de tudo e de todos – governo, pais, alunos etc.

Os educadores – pensadores da educação – não estão em sintonia com a realidade social. Preferem ficar propondo modelos pedagógicos a de fato admitir que as propostas estão equivocadas e não estão funcionando.

Os coordenadores pedagógicos ignoram o drama de que está na sala de aula, pouco contribuem para romper com a burocracia e incentivar formas alternativas de ensinar.

Os diretores ficam fazendo política para permanecerem no cargo e não acompanham de fato a rotina de alunos e professores.

E as autoridades gastam tempo fazendo discurso de que educação é prioridade, mas aplicam mal o dinheiro, investem pouco no professor, não promovem políticas públicas sérias para desenvolvimento do setor.

Claro, existem exceções. Mas todas as exceções chegam a um denominador comum: gente interessada em educação é apaixonado, se envolve, se preocupa com o outro, assume suas responsabilidades e tenta fazer diferente. Não existe um único modelo bem sucedido de educação no Brasil que não reúna gente interessada, disposta, que assuma a educação como missão, não como obrigação.

Enquanto a gente não se comprometer de verdade, todos nós, esses números vão se repetir pesquisa após pesquisa.

As preocupações nos consomem

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Preocupar-se é tão mau como ter medo. Só serve para tornar as coisas mais difíceis.

Não sou um sujeito despreocupado. Mas melhorei muito. Deixei de tentar controlar tudo e viver na expectativa do que está por vir. Preocupar-me não me coloca no comando. Não me ajuda a evitar o que pode acontecer. Apenas me faz sofrer, causa ansiedade, tira o sono e impede, inclusive, o raciocínio claro.

A frase que abriu o texto é do escritor norte-americano Ernest Hemingway. Está na belíssima obra “Por quem os sinos dobram”. Ela aparece no contexto em que um personagem tem uma importante missão. Entretanto, ao receber as orientações de seu superior, busca apenas dados sobre o que precisa fazer. Ele prefere não ter todos detalhes; não quer nada além daquilo que carece para executar bem a tarefa que lhe foi proposta.

O que ganhamos ao ficar projetando o que pode acontecer? Melhoramos nossas ações? Desenvolvemos estratégias mais eficazes? Ou será que nossas preocupações acabam por afetar o cotidiano atrapalhando até mesmo nosso desempenho em demandas que requerem nossa atenção imediata?

Sabe, a preocupação faz com que nossa mente se volte para situações que ainda podem ocorrer. A gente se ocupa de algo, problematiza e nem sabe se vai ou não ser do jeito que pensamos.

Curiosamente, quase sempre o desfecho é bem diferente daquele que esperávamos. Ou seja, sofremos à toa. Não precisava, mas gastamos tempo, energia em algo imaginário. Nossa mente projeta possibilidades, o quadro se amplia e passamos horas, dias, semanas angustiados.

Hemingway é preciso ao dizer que “preocupar-se é tão mau como ter medo”. Da mesma forma que o medo paralisa e nos impede de agir, a preocupação nos cansa, desgasta e torna os problemas maiores do que eles de fato são.

Sei que é quase impossível viver sob a lógica “deixa a vida me levar”. Entretanto, estar bem é estar em paz consigo mesmo. E isso passa pela disposição de disciplinar os pensamentos e ocupar-se mais do aqui e agora. A gente só tira a blusa de frio do guarda-roupas quando o inverno chega. A lógica é a mesma: o que não está em nossas mãos, o que ainda não temos como resolver deve permanecer onde está, acomodado, silenciado – à espera do momento certo de ser experimentado, confrontado, solucionado.

Cuidar de si mesmo

Escrever sobre suas angústias, sonhos, desejos é forma de se conhecer e cuidar de si mesmo
Escrever sobre as angústias, sonhos, desejos é forma de se conhecer e cuidar de si mesmo

Tenho a impressão que um de nossos maiores desafios é cuidar da gente, do coração, das emoções. Temos tempo pra tanta coisa, mas quase nunca olhamos para nosso interior, para nossas necessidades.

Quais são meus sonhos?
O que me agrada?
O que me faz bem?
O que desejo para minha vida?
Como construir meus dias?
De que forma conquistar as pessoas que amo?
Como me livrar das coisas ruins?

Nem tudo a gente consegue fazer, é verdade. Entretanto, viver bem passa por se conhecer. E mais que isso: ter tempo para olhar para o interior, para seus próprios pensamentos.

A vida em movimento reclama pausa, reflexão, introspecção. É assim que a gente dá conta de saber o que se quer e como alcançar. Também é assim que notamos nossos limites e desenvolvemos estratégias para crescer como indivíduos.

Não há vida sem sonhos. Mas não há sonhos realizados sem planos, projetos e conhecimento de si mesmo.

Na segunda, uma música

Exercitar a fé faz bem. Alguns entendem como fuga, uma válvula de escape – hábito dos fracos. Seja como for, a busca pelo divino acalma, traz esperança. E a maneira mais singela de se buscar o transcendente é por meio de uma prece – reza ou oração.

A música que escolhi para o blog nesta segunda-feira, pelo menos para mim, é uma das mais belas preces cantadas. “The prayer” pede por luz, pede por paz, pede por uma vida melhor.

Sonhamos com um mundo sem tanta violência
Um mundo de justiça e esperança
Um dia cada um dando a mão ao seu próximo
Símbolo de paz e fraternidade

A confiança no divino é total. A entrega é completa, sem reservas.

Você será nossos olhos
E nos observará onde nós formos
E nos ajudará a ser sábios

A prece reclama um mundo em que cada pessoa encontre o amor. E que, quando nossos dias estiverem negros, difíceis, sejamos protegidos, salvos.

Quando sombras encherem nosso dia
Conduza-nos para o lugar
Guie-nos com sua graça
Nos de fé e então seremos salvos

A versão de “The prayer” que você vai ouvir é interpretada por Charice e The Canadian Tenors. Charice é um jovem talento da música americana. Consegue ir do agudo ao grave com facilidade incrível. E consegue emocionar com suas interpretações. Já o quarteto de tenores, que nasceu trio, mistura clássicos e pop.

Então, vale a pena ouvir, curtir e meditar.

Protestos: reduzir a passagem silenciará o povo?

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Prefeituras de todo Brasil estão reduzindo as tarifas do transporte coletivo (até a de Maringá já colocou propaganda na tevê pra dizer que fez isso). Pressionados pelo grito das ruas, os prefeitos estão recuando – dando um jeito, digamos. Mas tenho um monte de dúvidas. Entre elas, será que os protestos deixarão de existir após as passagens caírem? Quem vai pagar pela redução? Será que os gestores pensam que basta atender a demanda mais imediata para silenciar a multidão?

Como apontei nos textos anteriores, tudo que a gente sabe é que nada se sabe a respeito desse momento histórico. E tudo que mais desejo é que os governantes estejam totalmente errados. Se por uma canetada o grito das ruas perder força, eles continuarão acreditando que estão no controle. Continuarão pensando que o povo é facilmente dominado.

Sabe, eles sempre estiverem com o jogo nas mãos. Ditavam o ritmo da vida pública. Orientavam – e ainda orientam – até a opinião pública. Talvez, no Brasil, pela primeira vez, o povo se antecipou, surpreendeu. E incomodou.

Políticos são flexíveis. Sabem dizer:

– Ok, vocês ganharam.

Recuam, mas não para mudar. Apenas como estratégia. Fazem isso com tamanha habilidade que o povo acha que venceu. Na verdade, tudo segue na mesma. Não, caro leitor, eles não são bonzinhos. Políticos têm projeto de poder. E, infelizmente, não representam a maioria.

Isso tem que acabar.

Os protestos têm pautas diversas. E as questões mais graves estão para além do transporte coletivo. A lista é imensa: segurança, educação, saúde, corrupção etc etc. Nossos líderes devem ser vigiados, monitorados. A luta deve ser contra a prática política, os costumes, os vícios.

Não basta, por exemplo, aceitar a redução das tarifas do transporte coletivo. É necessário entender como isso será feito. Não adianta essa conta sair do pagamento direto – no “caixa” do ônibus – e tornar-se indireto, com concessões às empresas de transporte que, no final, serão pagas pelo contribuinte (dinheiro nosso transferido para o caixa das empresas).

Esses protestos só se justificarão se os governantes foram constantemente incomodados, acuados… O povo tem que dar o norte, apontar as demandas, orientar as decisões da vida pública. Isso sim é retomar o comando do país.

Protestos no Brasil: quem nos representa?

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Uma das coisas gostosas de ter filho adolescente é que eles nos fazem pensar. São capazes de fazer perguntas intrigantes. Meu garoto, com 16 anos, hoje questionou:

– E depois dos protestos, pai, o que vai acontecer? Quem vai atender as demandas dos manifestantes?

As perguntas surgiram após ele me ouvir falar no rádio sobre os manifestos realizados nas principais cidades do país.

A questão é complexa. Como disse no texto anterior, não dá para mensurar onde isso vai parar. Muito menos qual o fôlego desses protestos. Entretanto, embora entenda como fundamental os debates que estão sendo provocados pelos jovens, a dúvida que fica é exatamente esta: “e depois?”.

Pensando objetivamente sobre a política: quem nos representa? Ou, quem representaria as demandas trazidas pelo grito das ruas? Porque não dá para ficar no vazio. Alguma coisa precisa acontecer.

E o Brasil carece de mudanças estruturais, rupturas profundas. 

Os grupos políticos que comandam o Brasil são os mesmos há décadas. O PT é o que há de mais novo (e ainda assim reproduz velhas práticas políticas). Quem é Aécio Neves, o tucano que deve disputar a presidência? É apenas uma cara com menos rugas. Na verdade, é herdeiro de famílias políticas tradicionais de Minas Gerais.

Fala-se em Eduardo Campos como outro postulante ao cargo de Dilma. É outro nome jovem, mas de linhagem histórica. Ainda que desconhecido de muitos, o governador de Pernambuco é neto de Miguel Arraes, político que comandou aquele estado por décadas.

O que nos resta? Talvez Marina Silva. Ela nos representa? 

Os manifestos que ocupam ruas, avenidas, ganham mídia – inclusive internacional – refletem o que chamei de “síndrome do saco cheio”. Entretanto, para fazerem valer a máxima que tem sido estampada em cartazes – Desculpem o transtorno, estamos mudando o Brasil – é necessário garantir a apresentação de propostas, de soluções práticas. É fundamental criar lideranças, formar representantes… Ou estabelecer a vigilância, o monitoramento constante das práticas políticas. Do contrário, o movimento se esvazia em conquistas pontuais – redução da tarifa de ônibus aqui, melhoria de um serviço acolá… E o Brasil que sonhamos continuará sendo apenas isso: um sonho.

Manifestos representam mudança?

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Uma onda de protestos cobre o país. Jovens se mobilizam em capitais e várias outras cidades do Brasil. Eles não estão ligados a partidos políticos – pelo menos, a maioria (cerca de 84%) – e participam pela primeira vez de algum tipo de manifesto.

Mais que as bandeiras defendidas por essas milhares de pessoas, busca se entender por quê. Os protestos não surgiram pelas mãos de oposicionistas do governo. A luta não é contra a presidente Dilma. A insatisfação é contra governos – não importa se federal, estadual ou municipal; nem se é PT, PSDB ou outro partido.

Esses jovens também não são baderneiros. Por mais que haja intenção de ser pacífico, quem protesta visa quebrar a ordem estabelecida. Não se faz isso sem algum tipo de confronto. É necessário constranger, impedir… Do contrário, as vozes não serão ouvidas. Só gente na rua não faz grande diferença. É preciso haver perda; às vezes, até alguma ameaça. Portanto, certa desordem é natural. O que não se pode admitir é o uso da violência, da repressão, censura.

Ontem, alguns de meus alunos reclamaram minha posição sobre o tema. Queriam saber o que penso. Respondi:

– Não sei.

E emendei:

– Ainda é cedo para fazer qualquer avaliação.

Não dá para negar que existem tentativas de uso político dos manifestos. Parte da imprensa, ligada às elites econômicas e de natureza conservadora, tenta transferir a responsabilidade única e exclusivamente ao governo Dilma. Recorda-se das vaias à presidente na abertura da Copa das Confederações e alguns acreditam que o fim da era petista está próximo. Por isso, não é anormal ler matérias com títulos do tipo:

Dilma tenta se descolar de protestos e elogia Brasil forte

O discurso implícito é mais ou menos este: a presidente quer fugir da responsabilidade; dizer que não é com ela. Dilma estaria tentando escapar ilesa dos protestos, quando na verdade seria o principal alvo da insatisfação popular. Essa é a proposta de enunciados dessa natureza verbalizados por parte da mídia.

E, claro, os manifestos podem impactar negativamente a popularidade da presidente. No entanto, entendo que muitas das pessoas engajadas nesse fenômeno social não têm um alvo específico, não reclamam por uma única coisa, nem de uma só liderança partidária. Estão insatisfeitas, querem mudanças. Aproveitam a onda, porém sequer sabem quem colocar no lugar da Dilma em 2014. Muito menos em substituição ao Alckmin, ao Fernando Hadad, ao Sérgio Cabral…

É como se vivêssemos uma espécie de “síndrome do saco cheio”. A gente não quer mais pagar 10 reais por quilo de tomate, não quer aumento da tarifa de transporte coletivo, não acha normal gastar bilhões em estádios de futebol, não está disposto a tolerar cancelamentos de voos nos aeroportos… Enfim, a gente não aceita mais ser desrespeitado.

Qual o fôlego desses manifestantes? Por quanto tempo permanecerão mobilizados?
Não sei.

Significa o fim da passividade do cidadão brasileiro?
Também não sei. Eu espero que sim. Mas não faria nenhuma aposta. Seria precipitado.

Do ponto de vista histórico, desde o impeachment do presidente Fernando Collor não se vê uma onda de protestos desse porte. E o momento é completamente novo, pois não se luta por uma causa única. Ainda que o preço das passagens de ônibus tenha sido o “gatilho”, o grito das ruas soa uniforme: “cansamos”.

O desejo de mudança é fundamental para se promover transformações. Porém, quem as faria? Uma simples troca de governo resolveria? Onde estariam as novas lideranças que atenderiam as demandas pautas nesses protestos?

Ainda faltam respostas. O futuro é incerto.

Não dá para avaliar se esse fenômeno representa a ruptura de um modelo e instalação de uma nova atividade política e social que resultará no monitoramento, na vigilância constante. O Brasil precisa disto. Nossos governantes, hoje, estão “soltos”, agem e não nos consultam. No entanto, só o tempo dirá se os manifestos de hoje representam a instalação de uma nova cultura política entre os brasileiros.