Uma cena no banheiro…

banheiroNo post anterior, falei sobre gente que joga lixo na rua… sem preocupar-se com os danos ambientais, muito menos com a sujeira que provoca no ambiente público. Gente que sempre acha que o outro, alguém supostamente pago pra isso, tem que limpar a sua porquice.

Enquanto escrevia, lembrei de uma cena que vi dias atrás. Não foi de lixo descartado na rua. Aconteceu num banheiro masculino. Calma aí… não tem sacanagem.

Um homem de pouco mais de 40 anos, elegante, com jeito de “gente fina”, usou o vaso sanitário. Urinou, mas não deu descarga. Assim que fechou o zíper, esbarrou num amigo. Cumprimentaram-se e o amigo viu a cena:

– Ei, não vai dar descarga?

– Não.

O tom era de quem foi pego em flagrante fazendo algo errado. Pra não “queimar o filme”, soltou:

– Dar descarga não é “ecologicamente correto”.

O outro foi direto:

– Mas você faz isso em sua casa? Volta lá e dá descarga.

Um pouco distante, ouvia o diálogo e a insistência… O “porquinho” parecia envergonhado, mas não queria admitir. Preferia manter a pose. Justificava o erro. O amigo, mesmo brincando, mostrava que o banheiro é um ambiente de todos. Se a gente mantém limpo, fica melhor pra todos. Por que tem que deixar sujo pra outra pessoa dar descarga? Pra que deixar para o zelador? A gente faz isso em casa?

Finalmente, constrangido pela presença de mais gente no banheiro, voltou lá e deu descarga.

– Viu como é simples?, disparou o amigo.

E é simples mesmo. É simples cuidar. Se eu cuido, o outro cuida, fica tudo limpo por muito mais tempo. Porém, o relaxo desse sujeito “distinto” se reproduz todos os dias. Em especial em banheiros de uso coletivo. Homens e mulheres “esquecem” o local adequado para destino do papel higiênico, absorvente, fralda descartável… Ignoram a necessidade de dar descarga. De jogar o papel toalha na lixeira… Que o chão é para o tráfego das pessoas e não para destino final da urina…

A gente deveria ter mais disposição para fazer o que é certo. No banheiro e na vida, pequenos gestos refletem nossa educação e o cuidado com o outro. O mundo carece de gente que reclame menos, gente com mais atitude em benefício do coletivo.

 

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