Educação tem dinheiro, mas gasta-se mal

educaUm volume significativo dos recursos para a educação sai dos cofres do governo federal. Através de diferentes programas, a União repassa recursos para estados, prefeituras… e até direto para as escolas. É muito dinheiro. Entretanto, nem sempre o que se investe chega ao destino final. Lamentavelmente, gasta-se mal a verba que deveria melhorar a qualidade do ensino.

Apenas a título de exemplo, um levantamento feito pela Controladoria Geral da União (CGU) identificou que de cada 10 cidades, sete apresentaram irregularidades na licitação de recursos do Fundeb.

Dá para imaginar?

E essas irregularidades foram identificadas apenas em um programa. Há vários outros. Sem contar que a educação também recebe recursos dos estados e dos próprios municípios. Será que a lógica das irregularidades não se repete? É provável que sim.

Uma vez eu ouvi um educador contrariar o discurso dominante. Ele dizia:

– Não falta dinheiro para educação; falta saber usá-lo.

Este pesquisador apontava que o volume de recursos é muito grande. Porém, os desvios, os gastos desnecessários – as revistinhas bobas, cartazes sem finalidade etc – levam muito dinheiro, que deveria melhorar a sala de aula, aumentar o salário de professores, para o ralo. Ou melhor, para o bolso de alguns poucos “beneficiados”.

Sabe, eu não vou defender a tese de que já existe bastante dinheiro destinado à educação. Entretanto, levantamentos como esse do CGU deveriam ser feitos com mais frequência. Mais que isso, é fundamental criar mecanismos para impedir o desvio de finalidade do dinheiro da educação.

Dias atrás, jovens protestavam, gritavam e reclamava mais investimentos na educação. Mas muitos fizeram barulho sem sequer ter ideia do montante que se gasta no setor.

Talvez esteja na hora dessa moçada romper com os clichês prontos e ajudar a fiscalizar as contas, visitar portais de transparência, cobrar as autoridades, ver onde o dinheiro está sendo gasto. Tornar-se ativo não é só fazer barulho, é agir. É cobrar mudanças, mas acompanhar as mudanças. É reclamar regras adequadas e participar do controle da máquina pública.

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