Quando termina, vale a pena dar uma segunda chance?

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Não acredito em relacionamentos “remendados”. Tem gente que dá conta de apagar erros do passado e viver bem com o parceiro, mesmo após uma grande decepção. Entretanto, essas pessoas fazem parte da exceção. A regra é guardar mágoa. Na primeira crise, o problema volta…

Entretanto, há uma diferença entre “remendar” um relacionamento e dar uma segunda chance para o amor. Algumas pessoas se perdem, se desencontram por situações bobas… Às vezes, o romance foi consumido por imaturidade, por brigas vazias – aquelas que acontecem por causa da família, do trabalho, rotina de estudos, ciúmes tolos… Chega um momento, uma das partes estoura e diz: cansei!

Entretanto, se há amor de verdade e disposição para rever determinadas atitudes, por que não tentar?

Já escrevi algumas vezes que, quando acaba, é preciso sofrer com dignidade. Não significa que a pessoa não possa tentar… Procurar o ex e dizer: “quero tentar de novo”. Se o outro sinalizar que está aberto para o diálogo, é possível conversar e estabelecer as novas bases do relacionamento.

Uma segunda chance só vale a pena se for para ser melhor. E para ser melhor é preciso fazer melhor. Ser diferente. A dinâmica do romance carece de novos parâmetros. Todos os erros que motivaram a separação devem ser colocados “na mesa”, verbalizados, negociados.

Quem volta apenas porque ama, sem resolver os problemas que levaram ao rompimento, vai reviver as crises, os conflitos, os desencontros. Não dá para ter uma recaída, ficar louco de vontade pelo outro, procurá-lo, repetirem “juras de amor eterno”, dizer que não vai mais acontecer. Começar de novo deveria representar o início de algo novo. Com a mesma pessoa, mas em cima de outras referências, de outras rotinas. Aproveita-se o que havia de bom, mas abandona-se os comportamentos que levaram à separação.

Quando não se “lava as roupas sujas”, vive-se um período de “lua de mel” para perder-se novamente nos problemas de sempre. Por isso, uma segunda chance é para gente madura, que sabe bem o que quer, onde sonha chegar. Os “emocionais de plantão” vão chorar as mesmas lágrimas.

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