É possível evitar uma traição?

desencontroSer traído dói. Faz mal. Entretanto, quem se relaciona corre esse risco. Não dá pra controlar o outro. Muito menos os sentimentos do outro. Às vezes a traição não envolve corpo, mas pode acontecer na mente. Portanto, estamos sujeitos a isso.

Dias atrás um leitor me escreveu sobre o assunto. Ele está inseguro, desconfiado. Já não sabe o que fazer. Entre outras coisas, disse:

– A pior coisa que existe é sermos enganados, traídos. Eu não aceito jamais.

Eu concordo que machuca. E muito. Na dinâmica do relacionamento, não existe nada pior. Entretanto, o que significa não aceitar ser traído? A gente não aceita, mas pode fazer alguma coisa?

Uma traição mina o relacionamento – mesmo quando não é conhecida. Porém, não é algo que controlamos. Se a gente tenta controlar, passa a querer controlar o outro. E faz mal a outra pessoa. Aí o relacionamento deixa de fazer sentido, torna-se infeliz.

Bom seria se a fidelidade fosse natural, se as traições não existissem. Bom seria se o outro correspondesse sempre ao que sonhamos, desejamos. Boa parte dos conflitos não existiria. Não teríamos ciúmes, crises de insegurança. Entretanto, ninguém é dono de ninguém. Você ama, é fiel, pode desejar o mesmo do parceiro; mas pode obrigá-lo a te amar plenamente? Pode torná-lo fiel? Você pode pedir fidelidade, mas isso não depende de você; depende do outro.

Por mais que escolha bem, que o parceiro seja uma pessoa correta, não existem garantias. A vida é dinâmica, é movimento. O que hoje é, amanhã deixa de ser. Por mais dolorido que seja, por mais que decepcione e magoe, estamos impotentes. Você pode investir tudo no relacionamento. Fazer o melhor para que funcione. E ainda assim ser traído. A fidelidade do outro não é uma escolha sua, é do outro. É o outro quem escolhe respeitar. Só podemos responder por nós mesmos.

Por isso, não dá pra viver com medo. Isso torna a vida da gente um inferno. E também a vida do outro. Quem ama aceita as consequências de dividir uma vida a dois. Se for pra ver fantasmas o tempo todo, é melhor não amar, é melhor viver sozinho.

Ps, É importante que os casais tenham compromisso de fidelidade. Podem e devem cuidar do romance. Mutuamente, podem e devem construir um relacionamento pleno, saudável. O texto não tem como proposta dizer que a fidelidade é impossível. Apenas tento mostrar que não dá pra viver sob o fantasma da traição. Isso pode acontecer com qualquer pessoa.

Sobre o que lemos; sobre o que nos interessa

internetQual assunto chama mais sua atenção? Quando você navega na internet, o que te “pega”?

Eu não tenho dados, estatísticas. No universo dos livros, existem algumas pesquisas interessantes. Porém, entre os blogs, pelo que estive observando, fazem sucesso os textos que trazem fofocas sobre celebridades, bastidores e polêmicas do esporte, comportamento e sexo, fatos bizarros… Também existe um público que acompanha política, cultura, música… Entretanto, assuntos como educação, família, filhos etc geralmente ganham bem pouca atenção.

Na verdade, quando a gente fala desses três últimos temas, parece que todo mundo já sabe. Curiosamente, as pessoas têm opinião sobre essas questões, mas os estudos revelam que vivemos uma crise sem precedentes nessas áreas específicas: educação, família e filhos.

Se pensarmos na educação formal, aquela que acontece na escola, os indicadores de qualidade assustam. Claro, se você perguntar pra qualquer pessoa o que acontece, ela vai ter uma resposta. Simplória, mas vai ter. E por parte das autoridades políticas, será sempre um setor que, no discurso, aparece como prioritário.

Quando o assunto é família, os problemas são inúmeros. Vão desde as crises entre marido e mulher, até dificuldades no trato com sogro, sogra… tios, cunhados… É uma loucura. As pessoas acham saber o jeito certo de viver em família, mas estão infelizes. Na verdade, viver mal, ter um relacionamento ruim entre familiares se tornou natural. O discurso é mais ou menos este: “família é mesmo assim”. “É família, né?”.

a dinâmica entre pais e filhos é uma das que mais me preocupa. A gente nota que os papeis estão invertidos… Tem filho que manda no pai; tem mãe que só sabe educar no “grito”… Tem avó que briga com a filha, porque esta disciplina o neto dela… Tem pais que não deixam os filhos crescerem (o rapaz está com 20 anos e o pai é quem ainda vai na faculdade brigar com o professor por causa de uma nota baixa)…

Mas o que essas coisas têm a ver com o assunto primeiro, a leitura? Porque a gente vive uma crise nessas áreas e não se interessa efetivamente por elas. Eu costumo dizer que a gente se prepara para tudo na vida (estuda feito um maluco pra passar num concurso, em um vestibular etc), porém não busca informações para ser pai, para lidar com relacionamentos familiares… E muito menos se preocupa com a qualidade da educação (se ela formar para o trabalho, pronto… está valendo). A gente acha que sabe, mas, na verdade, desconhece a própria ignorância. Pior, não tenta mudar a situação.

Noto que a maioria das pessoas acha perda de tempo ler (ou tem preguiça), por exemplo, sobre educação dos filhos. Aí quando o moleque está da showzinho no supermercado aos três anos de idade, ainda diz que a criança é “terrível”.

– Ah… esse menino não tem jeito.

Quem parece não ter jeito é esse pai, essa mãe que optaram por improvisar na educação do filho.

A gente deveria se ocupar mais daquilo que realmente importa. E ler mais sobre esses temas ajuda muito. Saber ser um ser humano melhor, saber ser um ser humano melhor para os outros deveriam ser nossa primeira preocupação. E isso a gente aprende (aprende lendo, inclusive). Não nasce em nós. Não nascemos “programados” para saber lidar com sogra, cunhado… Nem com filhos. Já as nossas escolas refletem o que somos, a sociedade que construímos. A culpa não é do professor, do diretor, nem da estrutura. É de todos nós que abandonamos esse espaço e apenas apontamos problemas, mas nada fazemos para transformá-lo.

Educação das crianças: a verdadeira autoridade

avosÀs vezes algumas memórias “pegam” a gente. Hoje senti muita falta dos meus avós paternos. A saudade doeu um bocado. Embora nunca tenha vivido com eles, aprendi muito com seo Américo e dona Helena. Eram pessoas admiráveis, íntegras, corretas. Mas o que mais me fez pensar neles foi a autoridade que possuíam. Não lembro de terem gritado com alguém uma única vez. Nem mesmo com os netos. E todos os respeitavam.

Recordo que a gente nunca sentava à mesa antes deles. Também não rejeitávamos um único alimento que colocavam em nossos pratos. Reclamar de alguma coisa? Em hipótese alguma. Claro que algumas coisas que eles serviam não nos agradavam, mas nunca deixamos de comer. Claro que queríamos ligar a televisão, mas nunca faríamos isso sem que a iniciativa partisse deles. Fico pensando: por quê?

Eles nunca nos bateram, ameaçaram… Nunca gritaram com os netos. Mas eles falavam. E quando falavam, eram obedecidos. Simples assim. Eu não lembro de ter medo deles. Era, porém, inadmissível questionar o que diziam. Podíamos não concordar. Até achá-los antiquados. Entretanto, sentíamos emanar deles autoridade.

Sabe, eu poderia listar aqui uma série de mudanças na sociedade que mudaram a relação entre crianças e adultos. Entretanto, hoje não quero desenvolver nenhuma grande tese. Acho apenas que, apesar do mundo ter mudado, e não haver mais respeito nas relações, seo Américo e dona Helena continuaram sendo respeitados. A autoridade estava neles. Eles sabiam o que estavam fazendo. E tinham uma postura que impunha respeito.

Penso que nas relações entre pais e filhos, netos e avós parte dos problemas se dá pela ausência de reconhecimento dos papéis. Pais não sabem ser pais; avós não sabem ser avós; e, educados de qualquer jeito (quase sempre pela televisão, pelos jogos eletrônicos, computadores etc), as crianças também não sabem ocupar o lugar delas no mundo. Há uma inversão de valores. E os adultos tentam ganhar a obediência dos filhos no grito. Inseguros, mais parecem uns malucos. Dão ordens sem parar, repetem frases sem sentido… Irritam a molecadinha e deixam de ser ouvidos pelos menores.

As regras não são coerentes; as falas não são claras, as explicações são superficiais, as consequências dos erros são desconhecidas ou contraditórias (um dia o pai bate quando o filho erra; noutro dia, a mãe nem percebe o erro etc).

Seo Américo e dona Helena eram coerentes. Se pediam organização, a gente sabia o que era organização, porque a casa deles era organizada. Se apontavam que não se deixava louça suja na pia, a gente via eles usando o copo para pegar água e lavando em seguida. Eles davam o exemplo. Era fácil reconhecer os parâmetros. Estavam evidentes na prática de vida deles. No jeito de ser. Meus avós sabiam exatamente quem eles eram e qual o lugar de cada um deles, dos filhos e dos netos na dinâmica familiar. Direitos e deveres estavam claros. Era fácil fazer funcionar. Talvez falte isso hoje.

Na segunda, uma música

Fingir que está tudo bem. Sorrir quando a vontade é de chorar. Por coisas que nem sempre é possível explicar, às vezes a gente precisa parecer algo que não é.

Eu sou o grande fingidor
Fingindo que estou bem
Minha necessidade é tanta
Que eu finjo muito
Pois estou sozinho, mas ninguém percebe

Fingir é mentir. E em alguns momentos a mentira torna-se parte da vida a tal ponto que não é possível mais distinguir a própria verdade.

É tão real esse sentimento de faz-de-conta
É tão real quando eu sinto que meu coração não pode conceber

Também não são raros os casos em que se finge estar bem após um relacionamento frustrado. O coração está estraçalhado, machucado, mas não dá pra chorar. As lágrimas precisam ser silenciadas. Apenas há espaço para um sorriso. Falso, mas um sorriso.

Eu sou o grande fingidor
Só rindo e feliz feito um palhaço
Eu pareço ser o que você não vê
Estou vestindo meu coração como se fosse uma coroa
Fingindo que você está por perto

A música de hoje é do gênio Freddie Mercury. The Great Pretender é uma canção deliciosa de ouvir e tem uma letra que nos faz pensar e, em alguns momentos, nos reconhecer. Vamos ouvir?

Quando se confunde o Estado com a igreja

igrejaQue homem tem direito de interferir na escolha de outro homem? O Estado tem o direito de proibir uma pessoa de fazer algo que não prejudica a ninguém?

Vamos ao ponto: o Estado tem o direito de me proibir de me casar, no papel, com outra pessoa do mesmo sexo? Essa união não deveria ser um problema meu?

Sou hétero. E nenhum pouco interessado em relações homossexuais. Mais que isso, tenho uma história religiosa cristã. No entanto, para mim, as coisas são muito claras: as pessoas escolhem o que querem viver. Só existe uma lei: liberdade com responsabilidade. Somos livres para agir dentro dos limites da responsabilidade. Se minha ação não afeta a coletividade, não deveria ser regulada pelo Estado. O Estado tem o dever de preservar o equilíbrio entre as relações, o respeito. O Estado tem a obrigação de proteger, não de coibir ou interferir na vida privada.

Como cidadão, fico constrangido ao notar que a sociedade ainda media suas leis com base nas crenças religiosas. Acho que o próprio Deus se sentiria constrangido. Ele, que deixou-nos a liberdade como princípio norteador da existência, não me parece que aprovaria muitos dos debates que hoje a sociedade faz. A prática religiosa e o respeito às leis divinas são uma escolha do próprio homem. Um ato de fé e amor. Entretanto, não é porque acredito em algo que isso serve de regra de vida para o outro. Posso até tentar convencê-lo dos meus valores, mas não posso obrigá-lo a viver como eu vivo.

Portanto, se a pessoa quer casar com alguém do mesmo sexo, esse não é um problema meu. Mesmo do ponto de vista religioso cristão, trata-se de uma escolha da pessoa. E, segundo a Bíblia, cada um prestará contas de seus atos a Deus. Então por que o Estado tem que proibir?

Ou, como quer a  Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, por que fazer um plebiscito para tratar disso?

É ridículo.

A CDHM também se presta a ações injustas. Um projeto de lei, prevendo que companheiros homossexuais de funcionários públicos e beneficiários do INSS fossem considerados dependentes destes, foi rejeitado. O texto garantiria, por exemplo, que recebessem pensão.

Como disse, as motivações que resultam nessas ações políticas são quase sempre baseadas em valores religiosos. Marco Feliciano e cia confundem Estado com igreja, confundem a individualidade com o que pensam sobre salvação (céu). Lamentável!

A gente só quer um dengo

Bom seria se preservássemos a inocência das crianças e não escondêssemos nossas carências
Bom seria se preservássemos a inocência das crianças e não escondêssemos nossas carências

Podemos até negar, mas somos carentes. Tentamos maquiar nossas carências, posar de bem resolvidos. Porém, é só fachada. Dentro de nós existe uma vazio enorme, uma vontade de sermos notados, queridos, amados. Necessitamos do toque, do abraço, da palavra, do elogio do outro.

Isso é natural. É ser humano. O problema é que, consumidos pela rotina, não temos dado atenção ao coração. Não olhamos pra nós mesmos e muito menos para o outro. Isso intensifica ainda mais nossas carências.

Talvez isso ajude a entender o gesto de um garoto que rendeu até vídeo na internet. De posse de um cartaz com duas frases bastante sugestivas, ele saiu as ruas. Ele queria algo básico: ser beijado. E dizia: “estou desesperado”.

O rapazinho mais parece um menino. Pode ser que nem estava tão carente de beijos. Quem sabe só queria aparecer. Afinal, impossível não virar alvo do olhar de centenas de pessoas. Entretanto, motivado pela necessidade de um carinho físico ou não, esse garoto foi às ruas para se sentir notado. E é isso que a maioria de nós deseja.

Alguns demonstram essa carência publicando fotos no Facebook à espera de conhecidos e desconhecidos que possam curti-las; outros passam horas e horas na academia tentando ficar bombados… Querem um elogio ou mesmo despertar inveja para o corpão. Tem quem demonstra carência encurtando a saia, aumentando o decote… Precisam dos olhares alheios.

Tem ainda os carentes que se mostram durões, decididos. No fundo, desejam ser admirados pela segurança. Tem aqueles que, pra se imporem, gritam, berram… Apenas demonstram o quanto não são amados.

Sabe, os homens, principalmente, pela cultura machista, tentam esconder as emoções. E muitas mulheres reproduzem essa visão machista e parecem desejar apenas os durões. Erram duas vezes. Primeiro, por afrontar a própria humanidade, por enganarem a si mesmos experimentando falsas emoções; segundo, porque a vida pede um chamego, um paparico, gestos gentis. Não é vergonhoso pedir um abraço, querer um dengo. O coração reclama afeto. Isso não é fraqueza; é ser gente. 

Na segunda, uma música

Ela é uma soprano mundialmente famosa. Ele é considerado um dos cantores mais expressivos dos Estados Unidos e consegue misturar o clássico com o pop. Sarah Brightman e Josh Groban são o destaque do blog nesta segunda. O dueto é para interpretar “All ask of You”.

A canção, do clássico Fantasma da Ópera, tem uma letra belíssima. Inspiradora, diria. Ela se constrói numa espécie de diálogo entre um homem e uma mulher. Ele começa dizendo:

Não vamos mais falar da escuridão
Esqueça esses medos
Eu estou aqui, nada pode te ferir
Minhas palavras irão te aquecer e te acalmar
Deixe-me ser sua liberdade
Deixa a luz do dia secar suas lágrimas
Eu estou aqui, com você, ao seu lado
Pra te guardar e te guiar

A resposta dela vem num pedido… O desejo é sentir-se segura.

Diga que me ama
Mude meu pensamento com conversas sobre o verão
Diga que precisa de mim com você
Agora e sempre
Prometa que isso tudo que você diz é verdade
Isso é tudo o que te peço

O diálogo vai se desenvolvendo… Mas uma das coisas que mais gosto é uma frase bem simples:

Me ame
Isso é tudo o que te peço

Acho que em muitos momentos tudo se resume a um amor pleno, sem reservas, sem invencionices, sem mudanças de humor.

Vamos ouvir?

Tem jeito de deixar as reuniões menos chatas?

group of confident professional employees in a serious meeting from aboveEu tenho pavor de reuniões. Não gosto delas. Acho improdutivas, chatas. Enroladas, na verdade. Raramente é possível ser objetivo, prático e motivador nessas ocasiões. Aquela imagem colocada nas revistas de negócios de gente sentada em volta de uma mesa, interagindo, sorridente… é uma grande balela.

As reuniões de trabalho são necessárias, reconheço. Não todas, claro. A maioria é perda de tempo. Ainda assim, são uma forma de expressão da própria democracia. Organizações que não proporcionam esse espaço de debate de idéias geralmente são autoritárias. Há apenas uma linha mestra que rege as atividades de todos. Ainda assim, não gosto delas.

Não significa que sou contra a democracia. Apenas penso que é quase impossível juntar um monte de gente e fazer as coisas fluírem de maneira rápida, funcional. Sempre tem aquele colega que parece ter necessidade de aparecer. O sujeito fala, fala, falta… interrompe, dá palpites. Tem o outro que bota defeito em todas ideias. Na opinião dele, nada vai dar certo. Fica pior quando quem conduz a reunião é preciosista. A pessoa é carente de atenção, quer mostrar que sabe, ou quer se apresentar como alguém flexível, tolerante…

Reuniões ainda nos fazem conhecer os bajuladores, maldosos, invejosos, falsos. A gente encontra de tudo. É preciso ter estômago. O meu não dá conta: a gastrite reclama logo. Por isso, nessas horas o café é sempre indesejado.

E não sou apenas eu que não simpatizo com reuniões. Uma pesquisa feita com 2 mil executivos brasileiros apontou que 69% deles as odeiam. É muita coisa, né. Quase 7 de cada 10.

Bom, meu texto não é pra propor um guia, uma fórmula. Nada disso. Nem se trata de algo voltado pro mundo corporativo. Não mesmo. Eu só busco um jeito melhor de viver. E as reuniões me incomodam. Acho que dá pra ser democrático sem obrigar uma equipe inteira a participar desses encontros chatos. Tem coisas que não carecem de reunião pra serem resolvidas. Com as tecnologias também dá pra pensar em debates online, em tempo real ou não (onde todo mundo vai lá, palpita etc). Um mediador pode facilitar esse processo e conduzir as conversas. Mas o mais inteligente ainda é ouvir as pessoas, fazer uma pesquisa… Tentar achar alternativas pra torná-las menos desagradáveis. Contornar horários, ter coisas que as pessoas gostam (comida, por exemplo)… E mais dois pontos: o primeiro, garantir equilíbrio entre todas as vozes (ninguém fica sem falar e nenhum participante pode falar demais) e, o principal, ter horário pra começar e terminar.

Sei lá… Pra mim, acho que ajudaria um bocadinho. Ah… e implementar o que foi decidido, né? Não dá pra ficar indo do nada pro lugar nenhum. Falar, falar e não fazer nada do que foi conversado.