Sobre o que lemos; sobre o que nos interessa

internetQual assunto chama mais sua atenção? Quando você navega na internet, o que te “pega”?

Eu não tenho dados, estatísticas. No universo dos livros, existem algumas pesquisas interessantes. Porém, entre os blogs, pelo que estive observando, fazem sucesso os textos que trazem fofocas sobre celebridades, bastidores e polêmicas do esporte, comportamento e sexo, fatos bizarros… Também existe um público que acompanha política, cultura, música… Entretanto, assuntos como educação, família, filhos etc geralmente ganham bem pouca atenção.

Na verdade, quando a gente fala desses três últimos temas, parece que todo mundo já sabe. Curiosamente, as pessoas têm opinião sobre essas questões, mas os estudos revelam que vivemos uma crise sem precedentes nessas áreas específicas: educação, família e filhos.

Se pensarmos na educação formal, aquela que acontece na escola, os indicadores de qualidade assustam. Claro, se você perguntar pra qualquer pessoa o que acontece, ela vai ter uma resposta. Simplória, mas vai ter. E por parte das autoridades políticas, será sempre um setor que, no discurso, aparece como prioritário.

Quando o assunto é família, os problemas são inúmeros. Vão desde as crises entre marido e mulher, até dificuldades no trato com sogro, sogra… tios, cunhados… É uma loucura. As pessoas acham saber o jeito certo de viver em família, mas estão infelizes. Na verdade, viver mal, ter um relacionamento ruim entre familiares se tornou natural. O discurso é mais ou menos este: “família é mesmo assim”. “É família, né?”.

a dinâmica entre pais e filhos é uma das que mais me preocupa. A gente nota que os papeis estão invertidos… Tem filho que manda no pai; tem mãe que só sabe educar no “grito”… Tem avó que briga com a filha, porque esta disciplina o neto dela… Tem pais que não deixam os filhos crescerem (o rapaz está com 20 anos e o pai é quem ainda vai na faculdade brigar com o professor por causa de uma nota baixa)…

Mas o que essas coisas têm a ver com o assunto primeiro, a leitura? Porque a gente vive uma crise nessas áreas e não se interessa efetivamente por elas. Eu costumo dizer que a gente se prepara para tudo na vida (estuda feito um maluco pra passar num concurso, em um vestibular etc), porém não busca informações para ser pai, para lidar com relacionamentos familiares… E muito menos se preocupa com a qualidade da educação (se ela formar para o trabalho, pronto… está valendo). A gente acha que sabe, mas, na verdade, desconhece a própria ignorância. Pior, não tenta mudar a situação.

Noto que a maioria das pessoas acha perda de tempo ler (ou tem preguiça), por exemplo, sobre educação dos filhos. Aí quando o moleque está da showzinho no supermercado aos três anos de idade, ainda diz que a criança é “terrível”.

– Ah… esse menino não tem jeito.

Quem parece não ter jeito é esse pai, essa mãe que optaram por improvisar na educação do filho.

A gente deveria se ocupar mais daquilo que realmente importa. E ler mais sobre esses temas ajuda muito. Saber ser um ser humano melhor, saber ser um ser humano melhor para os outros deveriam ser nossa primeira preocupação. E isso a gente aprende (aprende lendo, inclusive). Não nasce em nós. Não nascemos “programados” para saber lidar com sogra, cunhado… Nem com filhos. Já as nossas escolas refletem o que somos, a sociedade que construímos. A culpa não é do professor, do diretor, nem da estrutura. É de todos nós que abandonamos esse espaço e apenas apontamos problemas, mas nada fazemos para transformá-lo.

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