Jovens vazios; futuro incerto

jovensEnquanto analisava alguns números da Síntese de Indicadores Sociais, com dados de 2012, eu pensava nos jovens que não trabalham e nem estudam. No Brasil, são cerca de 9,6 milhões. São chamados por “nem nem” (nem trabalham, nem estudam). Eles têm entre 15 e 29 anos. Pensar neles me faz questionar o futuro dessa moçadinha.

Na verdade, o futuro anda meio confuso mesmo para aqueles que estudam e trabalham. Como ficará a situação desse pessoal?

Não se trata apenas de ter renda. É de ter um sentido para viver. Estar comprometido com algo é que faz a gente acordar todos os dias com motivação.

Eu admito: tenho sérias críticas ao modelo capitalista. Acho que muitas vezes a gente não passa de uma peça numa engrenagem que só dá lucro pros poderosos. Trabalhador só se ferra (desculpa o termo). Entretanto, fora dessa discussão sociológica, entendo o trabalho como uma das coisas boas da vida. É importante se sentir produtivo, capaz de fazer, realizar.

Comecei a trabalhar muito cedo. Tinha 13 anos. Na época (nem faz tanto tempo assim… rsrs), podia. E o trabalho permitiu que eu tivesse o controle da minha vida. Além disso, permitiu que adquirisse mais disciplina, comprometimento e senso de responsabilidade. Entendi que minhas ações tinham reflexo na vida dos outros. O que eu deixava de fazer poderia ser um problema. E o que eu fazia, precisava ter qualidade… até pra não ter que fazer de novo.

Aliar o trabalho aos estudos, me fez entender melhor a dinâmica social. Em nenhum momento me prejudicou. Pelo contrário, me fez crescer.

Às vezes penso que falta isso para nossos adolescentes: trabalhar um pouco mais cedo. Pela legislação atual, raramente um garoto pode ter um emprego antes dos 16 anos. Além disso, várias atividades são proibidas até completarem 18. Com a crise da educação e sem experimentar a realidade do trabalho, muitos deles se esvaziam, não se apegam a nada e vivem uma vida vadia. Falta com o quê se comprometerem. Não há exigências, cobranças… Nada que os referencie de fato.

O que tudo isso significa ou pode significar? Não sei. Mas noto uma geração perdida – no sentido de estar sem rumo. São crianças, adolescentes e jovens ainda procurando algo… Não sabem o quê. Por isso, estão dispostos a tudo. São facilmente seduzidos por qualquer discurso. Qualquer coisa que supostamente dê prazer. Bebidas, drogas, sexo… Jogam a vida fora, porque ainda não conhecem o próprio valor da existência.

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3 comentários em “Jovens vazios; futuro incerto

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