O JN não me faz falta

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Teve uma época que a programação da televisão era referência para a programação diária dos brasileiros. A pessoa saia de casa, mas fazia as coisas de tal forma a não perder os programas favoritos. Entre eles, estavam as novelas e o Jornal Nacional. Nas duas últimas décadas, isso começou a mudar. E sobrou até para o principal telejornal brasileiro. Segundo dados recentes do Ibope, o JN teve o pior ano de sua história. A audiência não para de cair.

Faz muito tempo que não vejo o Jornal Nacional. Trabalho à noite e não dá para ver televisão. Entretanto, mesmo quando estou em casa, não sinto falta. O resumo dos fatos trazidos pelo JN não me atrai. Quase tudo já está na internet. Com a vantagem que dá pra selecionar o que quero ver, não tem intervalo comercial e ainda encontro opinião. O telejornal da Globo é sem graça. Apenas noticia, não informa.

Não sei se é assim que se sentem os telespectadores que abandonaram o Jornal Nacional. Entretanto, cá com meus botões, tenho a impressão que muita gente deixou de se sentir dependente da televisão para saber o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Tudo está na rede. Além disso, para ver o programa, precisa sentar o bumbum no sofá naquele horário determinado pela emissora. É como se tivesse um compromisso com a TV; tem que fazer parte da agenda diária. E quem tem disposição pra isso hoje? Cada vez menos gente quer ficar refém de horários. Já bastam as obrigações com o trabalho.

No caso do JN, ainda tem o fato de o jornal ter se tornado chato. O modelo envelheceu. E, pra emissora, mudar é arriscar, correr riscos. Basta ver o que aconteceu com a apresentação. A aposta na jornalista Patrícia Poeta, uma cara jovem e simpática, foi extremamente equivocada. Poeta mais parece uma bonequinha que faz caras e bocas diante das câmeras. Desde a estreia dela, a audiência só caiu. Pior, ainda conseguiu deixar o William Bonner completamente insosso. Os apresentadores já não são referência para o público. Tanto faz ser um ou outro apresentador/a na bancada do JN. A gente não sente falta.

Quanto ao que vai acontecer com o principal telejornal do país, não dá para saber. Eu só sei que apenas um milagre me faria voltar a gastar tempo vendo o Jornal Nacional.

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2 comentários em “O JN não me faz falta

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